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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Imposto pago no cartão -> União desiste de cobrar contribuição ao INSS -> Receita permitirá parcelamento das contribuições previdenciárias pela internet -> Bruce Bueno de Mesquita e Alastair Smith: “Khadafi caiu porque foi bom demais”


em 2004

A porta mais bem fechada é aquela que pode deixar-se aberta. (Provérbio chinês)  "O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos." (Oliver Wendell Holmes)

Imposto pago no cartão - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/011507046899020

    A Receita Federal informou ontem que vai permitir que contribuintes paguem tributos com cartões de crédito e de débito. Essa forma de pagamento será opcional e vai ser implantada por etapas. Num primeiro momento, o serviço será permitido apenas para a quitação de tributos aduaneiros - impostos de Importação, sobre Produtos Industrializados (IPI) vinculados à importação e de Exportação - com cartões de débito. A previsão é que o processo comece a funcionar em 30 de junho de 2012. Mas, segundo o secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, a ideia, no futuro, é expandir esse pagamento para a opção crédito e para todos os tributos.
    Segundo o secretário, o começo por tributos aduaneiros faz parte de um esforço do governo para preparar o Brasil para receber um grande fluxo de turistas em função de eventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O viajante que passar pelas unidades do Fisco em portos, aeroportos ou pontos de fronteira e tiver de recolher tributos sobre alguma mercadoria poderá pagar o valor devido na hora com o cartão de débito. Serão instaladas máquinas para processar o pagamento nas unidades da Receita nesses locais. No caso de estrangeiros, isso se aplica apenas à importação de bens.
    - São medidas que permitem facilitar o relacionamento com quem tem que pagar tributos em aeroportos, o que será bom para preparar o Brasil para grandes eventos esportivos. O fluxo de passageiros será muito grande nos aeroportos - afirmou Barreto.
    A Receita também vai facilitar a vida das pessoas físicas que têm apenas uma fonte de rendimentos e que declaram Imposto de Renda (IR) pelo modelo simplificado. A partir de 2014 (ano-base 2013), esses contribuintes não serão mais obrigados a preencher formulários para acertar as contas com o Leão. O próprio Fisco fará as contas pela pessoa.
    Empresas deixarão de apresentar 7 declarações
    O contribuinte analisará o documento e então decidirá se concorda com as informações, que incluirão até o valor da restituição de IR ou do imposto a pagar. Caso a pessoa física queira acrescentar algum dado à declaração ou se quiser optar pelo modelo completo, ela poderá fazer o acerto de contas pelo sistema tradicional, baixando o programa da prestação de contas anual.
    - São medidas voltadas para o melhor atendimento dos contribuintes. Elas reduzem o trabalho das pessoas físicas, que vão festejar essa novidade - disse Barreto.
    A declaração das pessoas físicas vai ser enviada diretamente para a caixa postal dos contribuintes junto à Receita. Essa caixa é criada a partir do momento em que a pessoa se cadastra na página do Fisco e faz uma senha de acesso ou que adquire uma certificação digital. Segundo o subsecretário de Arrecadação e Atendimento do Fisco, Carlos Roberto Occaso, a Receita não enviará nenhuma informação por e-mail. Tudo será feito num ambiente eletrônico seguro.
    Segundo Barreto, 70% das 25 milhões de declarações do IR pessoa física enviadas todos os anos são pelo modelo simplificado - embora nem tudo seja de quem tem apenas uma única fonte de renda.
    Barreto informou ainda que a Receita vai extinguir sete declarações de tributos que precisam ser apresentadas por empresas ao Leão. No ano que vem, vão deixar de ser entregues cinco documentos: Demonstrativo de Exportação, Declaração de Informações do setor de bebidas, Demonstrativo de Notas Fiscais, Declaração de Crédito Presumido e Declaração do Imposto Territorial Rural para imóveis imunes e isentos.
    Contribuição previdenciária pode ser parcelada na internet
    Já em 2013, será extinta a entrega da Declaração Anual do Simples, o que deve beneficiar 3,8 milhões de micro e pequenas empresas. Em 2014, deixará de ser entregue a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ).
    Segundo o secretário, o fim dessas declarações não significa que a Receita está afrouxando o controle sobre as empresas. Ele explicou que todos os dados desses documentos já fazem parte da base de dados do Fisco por algum outro meio, como a nota fiscal eletrônica ou o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
    O secretário adiantou ainda que, a partir de março de 2012, tanto pessoas físicas quanto jurídicas poderão parcelar dívidas relativas a contribuições previdenciárias pela internet. Anteriormente, esse parcelamento só podia ser feito pessoalmente nas agências do Fisco.
    - Essa é uma reforma tributária federal que vai reduzir os custos dos contribuintes com obrigações acessórias - disse Barreto, lembrando que as empresas costumam gastar 200 horas para fazer uma DIPJ.

União desiste de cobrar contribuição ao INSS - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/011524046899020

    Depois de ser derrotada nos tribunais superiores, a União decidiu desistir de ações que discutem a incidência de contribuição previdenciária sobre auxílio-alimentação, vale-transporte e seguro de vida. A Advocacia-Geral da União (AGU) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicaram orientações para que os procuradores não recorram mais nessas situações.
    A AGU publicou ontem a súmula nº 60, editada no dia 8. Ela estabelece que não há incidência de contribuição previdenciária sobre o vale-transporte pago em dinheiro, "considerando o caráter indenizatório da verba". A orientação - que deve ser seguida pelos advogados da União, procuradores federais e do Banco Central - foi publicada após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao julgar um recurso do Unibanco, em maio de 2010, os ministros declararam, por maioria de votos, a cobrança inconstitucional. Eles entenderam que se trata de verba indenizatória, e não de remuneração ao trabalhador.
    "Não há incidência sobre o que não representar acréscimo patrimonial, por ser apenas uma reposição por um valor gasto pelo trabalhador, ainda que em espécie", diz o advogado Guilherme Romano, do escritório Décio Freire & Associados. O número de ações relativas ao tema e o impacto da desistência ainda estão sendo levantados, de acordo com a Secretária-Geral de Contencioso da AGU, Grace Maria Mendonça.
    Neste mês, o Ministério da Fazenda aprovou dois pareceres da PGFN que dispensam os procuradores de recorrer de decisões judiciais contrárias ao pagamento de contribuição previdenciária sobre auxílio-alimentação e seguro de vida contratado pelo empregador.
    No Parecer nº 2.117, de 10 de novembro, a procuradoria sustenta que, contrariando seu entendimento, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não considera como parte do salário o pagamento in natura de auxílio-alimentação - quando a refeição é fornecida pela empresa. O entendimento é válido independentemente de o empregador estar inscrito do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que permite a dedução de Imposto de Renda.
    A PGFN entende porém, que "quando o auxílio for pago em espécie ou em conta corrente, em caráter habitual, assume feição salarial e, desse modo, integra a base de cálculo da contribuição previdenciária".
    Segundo o advogado Fabio Calcini, do Brasil Salomão e Matthes Advocacia, a orientação da PGFN pode encerrar também a discussão sobre o pagamento de contribuição no fornecimento de cesta básica, em substituição à alimentação em refeitório. "Ao invés de se filiar ao PAT, o empresário dá cesta básica. A Receita considera isso benefício indireto sujeito à tributação", diz.
    A PGFN também está desistindo de ações sobre a tributação de seguro de vida coletivo contratado pelo empregador, sem que haja diferença entre os valores de indenização em função de cargo ou função. A procuradoria sustentava na Justiça que o prêmio do seguro também seria uma remuneração indireta e, por isso, haveria tributação. O STJ, entretanto, tem diversas decisões favoráveis ao contribuinte. Para serem colocados em prática, os pareceres da PGFN ainda dependem de regulamentação.

 Receita permitirá parcelamento das contribuições previdenciárias pela internet - http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2011-12-11/receita-permitira-parcelamento-das-contribuicoes-previdenciarias-pela-internet

    A Receita Federal irá permitir o parcelamento das contribuições previdenciárias pela internet a partir de 2012. A medida evitará a necessidade do atendimento presencial. Ao acessar o serviço, o contribuinte formalizará o parcelamento e o sistema fornecerá o cálculo da parcela mínima que será permitida. O parcelamento poderá ser feito pelo contribuinte ou por uma pessoa legalmente habilitada por ele com certificação digital.
    Para delegar a função a terceiros, já existe na Receita Federal, o serviço de procuração eletrônica
    A Receita Federal divulgou outra novidade para 2012. Os ressarcimentos, como no caso de um pagamento maior por parte de uma empresa, serão feitos diretamente na conta-corrente do contribuinte. A medida irá agilizar o tempo de tramitação dos processos. A expectativa é que dessa forma aumentem a eficiência da administração tributária e a satisfação do contribuinte.
    A Receita também quer estimular o uso do serviço de caixa postal. O serviço criado pelo Fisco possibilita ao contribuinte acessar e gerenciar, por meio da página da própria Receita, as mensagens armazenadas em uma caixa específica mantida nos computadores do órgão. O contribuinte pode utilizar o serviço no e-CAC (Centro Virtual de Atendimento), acessando-o por meio de código fornecido pela Receita ou do certificado digital. Algumas mensagens poderão ser acessadas somente por quem tem o certificado digital.
    “A gente destaca essas facilidades como importantes, como novidades que têm sido ampliadas pela nossa área de atendimento para facilitar a vida do contribuinte, [para] melhorar essa interação do Fisco com o contribuinte.”, disse à Agência Brasil o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto.
    A Receita lembra que não envia e-mails, ou qualquer outro tipo de correspondência pela internet, nem solicita o fornecimento de informações fiscais, bancárias e cadastrais. Por isso, o contribuinte deve ficar atento aos criminosos que enviam correspondências falsas em nome do Fisco a fim de obter dados confidenciais das pessoas.

Bruce Bueno de Mesquita e Alastair Smith: “Khadafi caiu porque foi bom demais” - http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2011/12/bruce-bueno-de-mesquita-e-alastair-smith-khadafi-caiu-porque-foi-bom-demais.html

    Os autores do livro “O manual do ditador”, sobre como tiranos se perpetuam, dizem que o líder líbio foi derrubado violentamente porque deu educação e saúde a seu povo
    Os ditadores depostos até agora pela primavera Árabe – Zine Ben Ali, da Tunísia; Hosni Mubarak, do Egito; Muammar Khadafi, da Líbia; além de Ali Saleh, do Iêmen, que prometeu entregar o cargo ao vice – só caíram por incompetência própria. É o que dizem o americano Bruce Bueno de Mesquita (o sobrenome é herança de antepassados portugueses) e o britânico Alastair Smith, cientistas políticos da Universidade de Nova York e autores do livro The dictator’s handbook – Why bad behavior is almost always good politics (O manual do ditador – Por que mau comportamento é quase sempre boa política, sem previsão de lançamento no Brasil). Eles afirmam a ÉPOCA que democratas e autocratas são parecidos e citam cinco regras que todo tirano deveria seguir para ficar no poder. Segundo os autores, Khadafi descumpriu uma: nunca favorecer o povo em detrimento de sua base de poder.
ÉPOCA – Os senhores dizem em seu livro que a lógica em democracias e ditaduras é praticamente a mesma. Por quê?
    Bruce Bueno de Mesquita – Temos uma noção bem básica de liderança: os líderes querem manter seu emprego e, para tanto, precisam agradar às pessoas a seu redor. Com isso, a noção do que é uma democracia ou uma ditadura torna-se arbitrária. O que diferencia um democrata de um ditador é o número de pessoas que ele recompensa para se garantir no topo – e suas principais decisões dependem exclusivamente disso. A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, tem de responder a um grupo enorme de pessoas quando formula sua política – isso se ela quiser ser reeleita. Durante a ditadura, os militares brasileiros tinham de responder a pouquíssimas pessoas. Isso não é uma visão radical nem pragmática. É uma maneira racional de enxergar o mundo.
ÉPOCA – Que princípios básicos todo líder deve levar em conta para ficar no poder?
    Mesquita – Um líder quer depender do mínimo possível de pessoas, gastando somente o necessário para comprar sua lealdade. Um ditador pode recompensar um pequeno grupo de líderes militares e oficiais civis para eles fazerem o que ele quiser. Mesmo assim, todo autocrata sempre precisa deixar claro que seus aliados podem ser facilmente substituídos para ter o controle da situação em suas mãos. Numa democracia, em que o líder precisa recompensar a população e seus aliados, essa distinção se torna menos nítida. Como um democrata não pode subornar milhões, é obrigado a produzir leis efetivas para beneficiar a todos e, assim, ser reeleito.
ÉPOCA – O ex-ditador líbio Muammar Khadafi fez muitas coisas citadas no livro, mas seu fim foi trágico. O que deu errado?
    Alastair Smith – Citamos cinco regras no livro: tenha poucos aliados para concentrar o poder; faça-os saber que podem ser trocados facilmente; controle as receitas do país; recompense bem seus aliados para manter sua lealdade; e nunca seja bom com o povo à custa de sua pequena aliança. Khadafi violou a última regra e caiu porque foi bom demais com seu povo. Ele tinha uma das populações mais educadas no Oriente Médio e norte da África, e o país apresentava níveis altos de desenvolvimento humano e saúde. Khadafi não precisava ter uma população educada. Sua fonte de poder político vinha do petróleo, muitas vezes extraído por companhias estrangeiras, e assim ele comprava sua lealdade. Khadafi também tinha uma das maiores restrições à imprensa entre os países do norte da África, mas relaxou-a substancialmente nos últimos cinco anos. Isso lhe custou caro, pois permitiu que as pessoas se insurgissem contra ele. Sem contar que, no decorrer dos anos, ele irritou muitos países-membros da Otan (aliança militar do Ocidente). A Otan teve prazer em ajudar os rebeldes a se livrar dele.
ÉPOCA – A Líbia terá uma transição pacífica?
    Smith – Não. O principal problema é que o país tem uma fortuna de bilhões de dólares em petróleo. Quem chegar ao poder descobrirá que é muito mais fácil favorecer poucos e reter poder do que compartilhar todo o dinheiro com o povo. Suspeito que um futuro líder vá somente esperar a Otan sair de cena para depois comprar a lealdade do Exército, atrair grupos rebeldes e monopolizar o uso da força. Em seguida, poderá facilmente se livrar de quem não precisa mais. Algumas lideranças rebeldes, deixadas de lado, serão processadas por crimes ou assassinadas. Tentando revidar, surgirão focos de guerra civil, mas serão eliminados. O cenário mais provável será violento e sangrento.
ÉPOCA – Depois de Ben Ali, Mubarak e Khadafi, a Primavera Árabe derrubará mais ditadores?
    Smith – Bashar al-Assad não deverá aguentar por muito mais tempo na Síria. O governo está sem recursos, enfrentando um deficit enorme. Sem dinheiro, é muito difícil comprar a lealdade dos militares que reprimem o povo. O regime está numa posição desconfortável. Assad precisará fazer reformas liberais para encorajar a economia a trabalhar melhor, mas, nesse processo, acabará dando poder às pessoas, e elas irão às ruas para desafiá-lo.
ÉPOCA – Qual transição de poder para a democracia parece ser a mais sólida hoje no mundo árabe?
    Smith – Os problemas de orçamento atrapalharão todas as transições democráticas. A Tunísia enfrentará problemas financeiros, porque não representa muitos interesses estratégicos para as grandes nações. Não há um doador que esteja disposto a oferecer enormes quantias ao país, e o novo governo tunisiano precisará arcar com vários compromissos e ter uma política ampla para atrair o apoio popular e ser reeleito. No Egito, Mubarak estava velho, doente e perdeu o controle de seu orçamento, recompensando pouco seus aliados. Quando o povo se ergueu contra ele, seus “amigos” o deixaram de lado. Mas o Egito é muito importante para os europeus e americanos. Será fácil para o futuro governo egípcio extrair muito dinheiro dos Estados Unidos para promover a paz com Israel. Seu novo líder terá fontes de receita que dariam poder ao povo, mas poderá preferir fazer a partilha com poucos para não correr o risco de perder seu poder. Meu palpite é que a Tunísia será de alguma maneira democrática, o Egito ainda sofrerá muita influência do Exército e, na Líbia, não há absolutamente nenhuma esperança. A perspectiva de democracia ali é virtualmente nula.
Todo ditador deveria ter exílio e dinheiro garantidos por leis internacionais para não ter incentivo algum para ficar e lutar "
ÉPOCA – Existe algum ditador “ideal”?
    Mesquita – Sim. Kim Jong-il, da Coreia do Norte. Ele é muito habilidoso em manter poucos aliados e recompensá-los incrivelmente. Os ataques norte-coreanos contra uma ilha da Coreia do Sul no ano passado não tinham nada a ver com questões diplomáticas internacionais. Kim só queria testar pessoas próximas para saber quais eram mesmo leais a ele quando tomava decisões extremas. Do ponto de vista de um ditador, Kim está indo muito bem, apesar de seus problemas de saúde.
ÉPOCA – O que pode ser feito para garantir um fim pacífico às ditaduras?
    Mesquita – Uma saída seria garantir, com leis internacionais, um porto seguro para ditadores que estão enfrentando revoltas populares, dando-lhes uma determinada quantia do dinheiro que conseguiram guardar durante seu regime. Assim, eles não terão incentivo algum para ficar e lutar. Digamos que Khadafi tivesse acesso a US$ 200 bilhões. Se o tivessem deixado fugir com segurança para um exílio com US$ 10 bilhões, ele provavelmente teria evitado se indispor com os rebeldes e teria abandonado o cargo. Com o ditador fora, poderíamos criar uma conta para receber o dinheiro de auxílio internacional e liberá-lo somente quando o país estivesse enfrentando uma reforma política de verdade, não a promessa de uma reforma.
ÉPOCA – Mas assim os ditadores não pagariam por seus crimes.
    Mesquita – É verdade, e aí nos restam duas escolhas. Uma é a retaliação pelo que aconteceu, o que nunca será desfeito. Outra é uma transição pacífica, sem sangue. Nelson Mandela (presidente da África do Sul de 1994 a 1999) é um exemplo maravilhoso disso. Ele organizou comissões em que líderes do apartheid podiam ser perdoados e levar sua vida em frente se confessassem seus crimes publicamente. A África do Sul continuou sua vida. Isso é melhor que organizar inúmeros julgamentos e punições, em uma bagunça que se estenderia por anos, com pessoas contra e a favor. É uma questão de decidir qual é a importância da vingança comparada à oportunidade de fazer tudo em paz.
ÉPOCA – Há uma ideia de que a população do Oriente Médio está acostumada a viver sob ditaduras, o que dificulta a transição para a democracia. Os senhores concordam?
    Smith – Discordo completamente de argumentos culturais. É muito tentador falar que a democracia é uma boa ideia, “mas ainda não estamos prontos para ela”. As pessoas não precisam ser educadas para entender o que é democracia. Essa é uma desculpa que as pessoas usam para não tomar a difícil decisão de colocar em perigo o próprio poder. Elas temem se abrir para uma competição de verdade.
ÉPOCA – Os senhores dizem no livro que os democratas são limitados por um sistema que exige a lealdade dos eleitores. Logo, se um líder democrático acumula riqueza e poder em poucas mãos, sua estabilidade no cargo é enfraquecida. Como explicar, então, líderes como o venezuelano Hugo Chávez e a argentina Cristina Kirchner, que desfrutam um grande poder e dividem suas decisões com apenas alguns assessores?
    Mesquita – Ambos usaram seu poder para alterar o sistema político a seu favor. Hugo Chávez mudou a Constituição da Venezuela para poder concorrer novamente e dificultou a organização da oposição nas ruas. Ele foi eleito sob um sistema democrático e está erodindo o próprio sistema. Quanto à família Kirchner, me parece que eles criaram uma dinastia, também atrapalhando a organização da oposição. Ambos são movidos por sistemas de reeleição. Ter eleições não torna um país democrático. Em uma democracia de verdade, a oposição precisa ter o mesmo acesso à mídia, fundos de campanha e público, o que não parece acontecer tanto na Venezuela como na Argentina. Toda democracia deveria exigir uma competição de verdade.
ÉPOCA – Pode-se dizer que eles são democratas que agem como autocratas?
    Mesquita – Sim, exatamente. Tome o exemplo da Tanzânia, na África. Há eleições livres e justas, e eles não trapaceiam na hora de contar os votos, mas montaram um sistema de financiamento de campanha para encorajar um grande número de partidos de oposição, o que divide os votos e garante que o partido dominante sempre vença. Em uma posição confortável, aproveitam para usar o sistema a seu favor.
 
Reflexao/Curiosidades/Relaxe
JARDINEIRO
   Nos Estados Unidos, a maioria das residências têm por tradição ter em sua frente um lindo gramado e diversos jardineiros autônomos para fazer aparos nestes jardins. Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa contratou um desses jardineiros. Chegando em sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 13 anos de idade, mas como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
   Quando já havia terminado, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone, no que foi prontamente atendido. Contudo, o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa. O garoto havia ligado para uma senhora e perguntara:
   - A senhora está precisando de um jardineiro?
   - Não. Eu já tenho um - respondeu.
   - Mas além de aparar, eu também tiro o lixo.
   - Isso o meu jardineiro também faz.
   - Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço, disse ele.
   - Mas isso o meu jardineiro também faz.
   - Eu faço a programação de atendimento o mais rápido possível.
   - Não, o meu jardineiro também me atende prontamente.
   - O meu preço é um dos melhores.
   - Não, muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.
   Quando ele desligou o telefone, o executivo lhe disse:
   - Meu rapaz, você perdeu um cliente.
   - Não, respondeu o garoto. Eu sou o jardineiro dela. Eu apenas estava medindo o quanto ela estava satisfeita.

Rua mais extensa do Brasil fica em São Paulo - A rua mais comprida do Brasil é a Avenida Sapopemba, em São Paulo. Tem cerca de 45 quilômetros de extensão. Começa no bairro de Água Rasa, na Zona Leste da cidade e vai até o município vizinho de Ribeirão Pires. Tem 1.786 postes e nela trafegam ônibus de 40 linhas diferentes, vindos ou indo para o centro da capital.

Maior iceberg já avistado era maior que a Bélgica - O maior iceberg já avistado pelo homem foi encontrado pelo navio norte-americano Glacier, em dezembro de 1956, no Pacífico Sul. Com 335 quilômetros de comprimento e 97 quilômetros de largura, estendia-se por uma superfície de 31 mil quilômetros quadrados, ou seja, maior que a Bélgica.

De quem é o cachorro ? 
Um cão velho e com olhar cansado estava andando pela rua e entrou em meu jardim.
Eu pude ver, pela coleira e seu pêlo brilhante, que ele era bem alimentado e bem cuidado. 
Ele andou calmamente até mim e eu o agradei..
Então ele me seguiu e entrou em minha casa.
Passou pela sala, entrou no corredor, deitou-se em um cantinho e dormiu.
 Uma hora depois ele foi para a porta e eu o deixei sair.
 No dia seguinte ele voltou, fez "festinha" para mim no jardim, entrou em minha casa e novamente dormiu por uma hora no cantinho do corredor.
Isso se repetiu por várias semanas.
 Curioso, coloquei um bilhete em sua coleira: "Gostaria de saber quem é o dono deste lindo e amável cachorro,  e perguntar se você sabe que ele vem até a minha casa todas as tardes para tirar uma soneca."
  No dia seguinte ele chegou para sua habitual soneca, com um outro bilhete na coleira: "Ele mora em uma casa com 6 crianças, 2 das quais têm menos de 3 anos - provavelmente ele está tentando descansar um pouco. Posso ir com ele amanhã???"

Depois dos 40 - " Homem depois dos 40 fica igual carro Maverick: já foi bonito, já esteve na moda, já foi potente... Hoje só bebe! "

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Retificar IR tira declaração da malha fina -> Receita diz que unificará informações do PIS/Cofins -> Comitê Gestor aprova consolidação normativa do Simples Nacional e regulamenta a Lei Complementar nº 139/2011 -> 'Presídio para Corruptos é viável'


EM 2004



Gallo que no canta, algo tiene en la garganta
 
" Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. "  Salomão

Retificar IR tira declaração da malha fina - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/011437046632798
 
    Os 569.671 contribuintes que caíram na malha fina da Receita Federal neste ano poderão regularizar suas pendências com o fisco retificando as declarações do IR -caso ainda não tenham tomado essa providência.
    A malha fina é a checagem eletrônica das informações prestadas pelos contribuintes. Ao fazer isso, a Receita confronta as informações contidas nas declarações com aquelas armazenadas nos computadores -são os dados recebidos de fontes pagadoras, de clínicas médicas, de imobiliárias etc. Quando esses dados não coincidem, a declaração fica retida.
    Na maioria dos casos, não é complicado escapar da malha fina -a Receita define esse processo como autorregularização (ver como proceder no quadro à direita).
    Costumam ficar retidas as declarações que têm divergências de dados. A mais comum é a omissão de rendimentos, ou seja, o contribuinte deixa de declarar alguma fonte de renda (dele ou de dependentes), como um segundo emprego, aluguel, aposentadoria etc.
    Neste ano, segundo a Receita, há 320.293 declarações com omissão de rendimentos (56% do total). Ao omitir um rendimento, o contribuinte tenta levar vantagem perante o fisco, seja por maior restituição ou por menor imposto a pagar após a entrega.
    Entre os 320.293 contribuintes que omitiram rendimentos, 19.380 não informaram que receberam aluguéis.
    O abatimento de despesas médicas é o segundo item que mais deixa declarações na malha. Neste ano, há 80.556 declarações com esse problema. No caso, o contribuinte lança valor maior do que aquele pago a profissionais, a clínicas, a hospitais etc.
    Ao permitir que o contribuinte regularize sua situação, a Receita visa evitar que ele tenha de ir a uma unidade do órgão. Ou seja, ganham o contribuinte e o fisco.
    Segundo a Receita, se o problema for resolvido com a retificação, o contribuinte que tiver restituição deverá recebê-la nos lotes residuais, pagos a partir de janeiro.
    Quem ficou na malha mas tem certeza de que sua declaração está correta precisa esperar janeiro e agendar um horário para ser atendido em uma unidade da Receita.

Receita diz que unificará informações do PIS/Cofins - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/011411046489940
 
    Em mais uma medida para simplificar o regime tributário brasileiro, a Receita Federal pretende unificar as informações que as empresas têm de prestar sobre o pagamento do PIS e da Cofins.
    Ao entregar os registros contábeis da apuração e de pagamento desses tributos - processo chamado de escrituração-, o contribuinte tem de prestar uma série de informações, como receita bruta, compra de produtos e pagamentos recolhidos.
    As empresas reclamam que as mesmas informações têm de ser lançadas duas vezes: uma no formulário do PIS e outra no da Cofins.
    Hoje, esse processo é manual, mas, mesmo com a digitalização da escrituração, esperada para o ano que vem, a duplicidade de informações ainda era prevista.
    "Essa colocação dos dados hoje é manual, você acaba tendo de lançar os mesmos dados duas vezes", afirma o advogado e contador Yuri Caysela, sócio da Pactum Consultoria.
    O secretário da Receita, Carlos Alberto Barreto, disse que unificar as duas escriturações é um dos pontos em estudo pelo órgão para simplificar o PIS/Cofins.
    Além disso, a Receita pretende esclarecer o que pode e o que não pode gerar crédito na cobrança desses tributos. O que as empresas compram como insumo para a produção pode ser usado para reduzir a base de cálculo do imposto final, mas a questão gera muitas dúvidas.
    "Há uma série de complexidades na legislação que causa sobretudo insegurança jurídica", disse Barreto.
    Ontem, o subsecretário de Fiscalização da Receita, Caio Cândido, disse que os estudos estão "avançados" para elaborar uma lei simplificando a tributação do PIS e da Cofins, que teria de ser enviada ao Congresso.
DECLARAÇÕES
    Como a Folha antecipou ontem, o governo vai acabar com a declaração do IR das empresas (DIPJ) e com outros sete documentos semelhantes. A Receita alega que já recebe essas informações por meio de notas fiscais eletrônicas e do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped).
    Segundo Cândido, o fim da DIPJ será feito em duas etapas: em 2013, acaba a declaração para as empresas que declaram pelo lucro real -as maiores e que faturam mais-, que seria entregue no ano seguinte. Em 2014, acabará para as empresas que declaram pelo lucro presumido, cujo prazo é 2015.
    Nesta semana, a Receita encerrará a obrigatoriedade da entrega da DIF-Bebidas, que tem informações sobre a produção de refrigerantes, águas e cervejas.

Comitê Gestor aprova consolidação normativa do Simples Nacional e regulamenta a Lei Complementar nº 139/2011 - http://www.receita.fazenda.gov.br/AutomaticoSRFsinot/2011/12/02/2011_12_02_16_25_42_56841797.html
 
        O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) aprovou a Resolução nº 94, de 29/11/2011, que consolida todas as resoluções do Simples Nacional voltadas para os contribuintes. A resolução contempla, também, a regulamentação das alterações trazidas pela Lei Complementar nº 139, de 10/11/2011.
        A Resolução CGSN nº 94, que entra em vigor em 1/1/2012, consolida 15 resoluções, as quais ficarão revogadas a partir daquela data (inclusive a que trata do parcelamento - Resolução CGSN nº 92).
        A consolidação normativa visou também à padronização de expressões, reorganização dos assuntos e fundamentação dos dispositivos, de forma a facilitar o trabalho dos operadores do Simples Nacional.
        Não trataremos aqui das regras relativas ao parcelamento, que já constam Comunicado próprio no Portal do Simples Nacional.
        Passaremos agora a relacionar as principais alterações trazidas pela referida Resolução, bem como a citação dos artigos que tratam de cada assunto na referida consolidação.
        EIRELI – empresa individual de responsabilidade limitada – Poderá optar pelo Simples Nacional, mas não poderá enquadrar-se como Microempreendedor Individual (MEI) (art. 2º, I e art. 91)
    NOVOS LIMITES
        MEI: R$ 60 mil/ano (art. 91)
        ME: R$ 360 mil/ano (art. 2º, I, a)
        EPP: R$ 3,6 milhões/ano (art. 2º, I, b)
        Limite extra para exportação de mercadorias: R$ 3,6 milhões/ano (art. 2º, § 1º)
    NOVOS SUBLIMITES
        Para efeito de recolhimento do ICMS e do ISS em seus territórios, os Estados podem estabelecer sublimites, observadas os seguintes valores:
        - Estados com até 1% do PIB nacional: R$ 1,26 milhão, ou R$ 1,8 milhão ou R$ 2,52 milhões (art. 9º, I)
        - Estados entre 1% e 5% do PIB nacional: R$ 1,8 milhão ou R$ 2,52 milhões (art. 9º, I)
    EFEITOS DA EXCLUSÃO POR EXCESSO DE RECEITA BRUTA (art. 2º, §§ 2º e 3º)
        Excesso de até 20%: exclusão no ano subsequente ao da ultrapassagem do limite
        Excesso superior a 20%: exclusão no mês subsequente ao da ultrapassagem do limite
    EFEITOS DO IMPEDIMENTO DE RECOLHER O ICMS E O ISS POR EXCESSO DE RECEITA BRUTA (art. 12, caput e § 1º)
        Excesso de até 20%: impedimento no ano subsequente ao da ultrapassagem do sublimite
        Excesso superior a 20%: impedimento mês subsequente ao da ultrapassagem do sublimite
    EMPRESA OPTANTE EM 31/12/2011 COM RECEITA BRUTA EM 2011 ENTRE R$ 2,4 MILHÕES E R$ 3,6 MILHÕES (art. 130)
        Permanece no Simples Nacional em 2012, salvo no caso de exclusão por comunicação do contribuinte
    PGDAS-D (declaratório) (art. 37, caput)
        A partir da competência 1/2012, o aplicativo de cálculo passa a ter caráter declaratório e representará confissão de dívida. Os valores declarados e não pagos poderão ser inscritos em dívida ativa.
        Até a competência 12/2011, continuará em vigor o PGDAS NÃO DECLARATÓRIO (art. 37, § 3º).
    DEFIS - As Informações Socioeconomicas e Fiscais, que são anuais, passarão a constar de módulo do PGDAS-D (art. 66, § 1º), e deverá ser preenchido até 31 de março de cada ano
        Até o ano-calendário 2011, continua obrigatória a entrega da DASN – Declaração Anual do Simples Nacional. (art. 66, § 9º). Prazo de entrega relativo a 2011: 31/3/2012.
    CERTIFICAÇÃO DIGITAL (artigos 72 e 102)
        A ME ou EPP poderá ser obrigada à certificação digital para cumprimento das seguintes obrigações:
        - Notas fiscais eletrônicas instituídas por norma do Confaz ou dos Municípios
    - GFIP, quando superior a 10 empregados.
        No caso da GFIP, a certificação poderá ser exigida quando a ME ou EPP tiver entre 3 e 10 empregados, desde que seja autorizada a procuração não-eletrônica a pessoa detentora do certificado.
        É permitida a exigência de códigos de acesso para as demais obrigações.
        O MEI está desobrigado da certificação digital para cumprimento de obrigações principais e acessórias, inclusive quanto ao FGTS, sendo permitida a utilização de códigos de acesso.
    NOVA FORMA DE COMUNICAÇÃO DE EXCLUSÃO DO SIMPLES NACIONAL (art. 74)
        A alteração de dados no CNPJ, informada pela ME ou EPP à RFB, equivalerá à comunicação obrigatória de exclusão do Simples Nacional nas seguintes hipóteses:
        I - alteração de natureza jurídica para Sociedade Anônima, Sociedade Empresária em Comandita por Ações, Sociedade em Conta de Participação ou Estabelecimento, no Brasil, de Sociedade Estrangeira;
        II - inclusão de atividade econômica vedada à opção pelo Simples Nacional;
        III - inclusão de sócio pessoa jurídica;
        IV - inclusão de sócio domiciliado no exterior;
        V - cisão parcial; ou
        VI - extinção da empresa.
    NOVA FORMA DE COMUNICAÇÃO DE DESENQUADRAMENTO DA CONDIÇÃO DE MEI (art. 105, § 3º)
        A alteração de dados no CNPJ informada pelo empresário à RFB equivalerá à comunicação obrigatória de desenquadramento da condição de MEI, nas seguintes hipóteses:
        I - houver alteração para natureza jurídica distinta de empresário individual a que se refere o art. 966 da Lei nº 10.406, de 2002;
        II - incluir atividade não constante do Anexo XIII desta Resolução;
        III - abrir filial.
    MEI – Inadimplência (art. 95, § 5º)
        A inadimplência do recolhimento da contribuição para a Seguridade Social relativa à pessoa do empresário, na qualidade de contribuinte individual, tem como consequência a não contagem da competência em atraso para fins de carência para obtenção dos benefícios previdenciários respectivos.
    MEI – Contratação de empregado (art. 96, § 2º)
        Para os casos de afastamento legal do único empregado do MEI, será permitida a contratação de outro empregado, inclusive por prazo determinado, até que cessem as condições do afastamento, na forma estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
    MEI – relação de emprego (art. 104, § 8º)
        O tomador de serviços do MEI precisa agir com cuidado, pois, quando presentes os elementos:
        - da relação de emprego, a contratante do MEI ou de trabalhador a serviço deste ficará sujeita a todas as obrigações dela decorrentes, inclusive trabalhistas, tributárias e previdenciárias.
        - da relação de emprego doméstico, o empregador doméstico não poderá contratar MEI ou trabalhador a serviço deste, sob pena de ficar sujeito a todas as obrigações dela decorrentes, inclusive trabalhistas, tributárias e previdenciárias.
    MEI – DUMEI (art. 101)
        A Declaração Única do MEI (DUMEI), que unificará os recolhimentos relativos à contratação do empregado do MEI, dependerá de nova resolução do Comitê Gestor, e também da construção dos sistemas que viabilizarão a referida declaração.
    INTIMAÇÃO ELETRÔNICA (art. 110)
        O sistema de intimação eletrônica, previsto no artigo 110 da Consolidação Normativa, também dependerá da construção dos sistemas próprios para a finalidade.
    COMPENSAÇÃO (art. 119)
        A Lei Complementar nº 139 disciplinou as regras gerais relativas à compensação no Simples Nacional, que constaram do artigo 119 da Consolidação Normativa. O aplicativo está em construção e será disponibilizado oportunamente no Portal do Simples Nacional.
        Os processos de restituição prosseguem com seu curso normal.
    ALTERAÇÕES EM ATIVIDADE AUTORIZADA A OPTAR PELO SIMPLES NACIONAL:
        Um código CNAE foi transferido da lista dos vedados a optar pelo Simples Nacional (Anexo I da Resolução CGSN nº 6/2007, agora Anexo VI da Resolução CGSN nº 94/2011) para a lista de códigos de natureza ambígua, os quais contêm simultaneamente atividades autorizadas e atividades vedadas a optar pelo Simples Nacional (Anexo II da Resolução CGSN nº 6/2007, agora Anexo VII da Resolução CGSN nº 94/2011)
        - 6619-3/02 - CORRESPONDENTES DE INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
    ALTERAÇÕES EM ATIVIDADES AUTORIZADAS AO ENQUADRAMENTO COMO MEI: (Anexo Único da Resolução CGSN nº 58/2009, agora Anexo XIII da Resolução CGSN nº 94/2011)
        Ocupações que passam a ser vedadas (deixam de constar da relação de atividades permitidas)
        - 2330-3/05 - CONCRETEIRO
        - 4399-1/03 - MESTRE DE OBRAS
        - 4771-7/02 - COMERCIANTE DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS, COM MANIPULAÇÃO DE FÓRMULAS
    Ocupações que passam a ser permitidas:
                - 1031-7/00 - BENEFICIADOR(A) DE CASTANHA
                - 4772-5/00 - COMERCIANTE DE PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL
                - 1031-7/00 - FABRICANTE DE AMENDOIM E CASTANHA DE CAJU TORRADOS E SALGADOS
                - 1031-7/00 - FABRICANTE DE POLPAS DE FRUTAS
                - 1033-3/01 - FABRICANTE DE SUCOS CONCENTRADOS DE FRUTAS, HORTALIÇAS E LEGUMES
                - 9001-9/06 - TÉCNICO(A) DE SONORIZAÇÃO E DE ILUMINAÇÃO
    Inclusão da incidência de ISS em ocupações já autorizadas:
            - COSTUREIRO(A) DE ROUPAS, EXCETO SOB MEDIDA
            - EDITOR(A) DE JORNAIS
            - EDITOR(A) DE LISTA DE DADOS E DE OUTRAS INFORMAÇÕES
            - EDITOR(A) DE LIVROS
            - EDITOR(A) DE REVISTAS
            - EDITOR(A) DE VÍDEO
            - FABRICANTE DE PARTES DE PEÇAS DO VESTUÁRIO - FACÇÃO
            - FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS ÍNTIMAS - FACÇÃO
            - FABRICANTE DE PARTES DE ROUPAS PROFISSIONAIS - FACÇÃO
            - FABRICANTE DE PARTES PARA CALÇADOS
            - PROPRIETÁRIO(A) DE CASAS DE FESTAS E EVENTOS
    Livro Caixa: (art. 61)
        Consta da consolidação normativa que o Livro Caixa deverá:
        I - conter termos de abertura e de encerramento e ser assinado pelo representante legal da empresa e pelo responsável contábil legalmente habilitado, salvo se nenhum houver na localidade;
        II - ser escriturado por estabelecimento.

'Presídio para Corruptos é viável' - http://www.correiodoestado.com.br/noticias/presidio-para-corruptos-e-viavel_134815/
 
    Juiz federal Odilon de Oliveira disse que construção de presídio é viável
    A criação de um presídio federal em Mato Grosso do Sul apenas para abrigar corruptos agradou ao juiz federal Odilon de Oliveira, da 3ª Vara Especializada em Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro, em Campo Grande. Ao declarar que a apóia a iniciativa, o magistrado disse que construção do presídio é viável e além de abrigar em um lugar só pessoas que praticaram esse tipo de crime, ainda teria caráter pedagógico para os próprios presos e a sociedade de uma forma geral.
    "Hoje, os presos têm medo de ficarem custodiados em um presídio federal, por conta do rigor do sistema aplicado. Podem também passar a ter medo de um presídio só para corruptos", apontou, ontem, citando que o presídio para corruptos deve seguir o rigor do sistema federal.
    O Ministério Público Federal (MPF) no Estado ajuizou, na quarta-feira, uma ação civil pública perante a Justiça Federal, requerendo a construção da unidade prisional. A proposta foi lançada na semana em que é celebrado o Dia Internacional de Combate à Corrupção, que acontece hoje.
    Para o MPF, é necessário o Poder Judiciário dar uma resposta mais concreta à população, que tem demonstrado sua insatisfação com os sucessivos episódios de desvio de dinheiro público. No presídio federal para corruptos os presos, além de cumprir pena, deverão receber ensinamentos sobre ética, moralidade e honestidade.
    Já o secretário de Justiça e Segurança Pública no Estado, Wantuir Jacini, destacou a existência de presídio federal, inclusive em Mato Grosso do Sul, e portanto, "a príncípio", não haveria necessidade da construção de mais um presídio destinado apenas para os corruptos. "Considero que os corruptos podem ir para os presídios federais que já existem no Brasil. Hoje, são quatro e ainda há mais um em construção em Brasília", destacou.
    Em Campo Grande, o presídio tem capacidade para receber até 130 presos, em celas individuais, mas o número de detentos encarcerados no local, tem registrado média de 70 presos. Uma de suas alas, na Capital, inclusive, concentra policiais, e ex-policiais.
Recursos
    No entender do MPF, a construção da penitenciária, além de necessária, é viável, e existem recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) que deveriam ser empregados no aprimoramento do sistema penitenciário brasileiro, mas foram contingenciados irregularmente nos últimos 16 anos e somam mais de R$ 1,8 bilhão.
    Para a construção do presídio federal, está sendo solicitada a reserva de R$ 12 milhões do Funpen. A ação requer que o projeto de construção do presídio federal em Mato Grosso do Sul seja apresentado em 60 dias, com cronograma físico-financeiro específico. A obra deve estar pronta em no máximo dois anos.
    Na ação encaminhada à Justiça Federal, o Ministério Público relata o histórico da corrupção e relembra casos emblemáticos, como "Máfia da Previdência", "Anões do Orçamento", "Máfia das Ambulâncias", "Mensalão" e "Operação Caixa de Pandora". Quanto ao Mato Grosso do Sul, também foi citada a "Operação Uragano" e o "Mensalão".

Reflexao/Curiosidades/Relaxe
Como parei de fumar - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/011362046152808
 
    Meu primeiro cigarro foi presente da indústria do tabaco. Tinha 14 anos quando fui abordada na porta da escola, na Zona Norte de São Paulo, pela propagandista de uma marca nova. A moça era mais bonita, mais velha e, sobretudo, parecia mais segura que eu. Vestia um macacão fashion, com um grande bolso na altura do peito. De lá, tirou uma amostra grátis com três cigarros e me ofereceu. Naquele instante, de nada adiantou ter sido educada numa família não fumante. Enfiei a caixinha no bolso e corri para o quintal de casa. Sentada no chão e torcendo para ninguém aparecer, acendi um cigarro. Por sorte ou por genética, tossi, odiei o sabor e a experiência. Nunca mais tentei.
    Poderia ter sido diferente. Hoje, poderia ser um dos 25 milhões de brasileiros dependentes de nicotina. A maioria luta para se livrar do vício e fracassa. Sou do tempo em que a indústria se achava no direito de viciar crianças na porta da escola. Daquela tarde de1984 para cá, muita coisa mudou. Leis foram aprovadas para inibir a propaganda e o consumo de cigarros. A população fumante caiu de 35% em 1989 para 15% em 2011. Cresceu a consciência sobre os males do tabagismo, a principal causa evitável de morte em todo o mundo. Um em cada dois fumantes morre de doenças cardiovasculares, câncer e uma lista enorme de males associados ao vício. São 5 milhões de óbitos por ano – 200 mil deles no Brasil.
    Um fenômeno, infelizmente, não se alterou: a idade precoce da primeira experiência. Em algumas capitais, ela ocorre por volta dos 13 anos. No interior, aos 10. A informação faz parte de um inquérito nacional publicado em agosto pelo Instituto Nacional de Câncer, o Inca (leia a ilustração abaixo). O vício se instala na adolescência, antes que o indivíduo tenha maturidade para tomar decisões conscientes. Fumar ou não fumar não é, ao que parece, questão de escolha.
    O estranhamento que o cigarro pode causar no primeiro contato – a sensação ruim que me salvou – é um desafio para a indústria. Para superá-lo, os fabricantes lançam produtos com sabor de menta, baunilha, chocolate e morango. Eles instigam a curiosidade e procuram amenizar o gosto desagradável. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende proibir a venda desses produtos. O assunto será discutido numa audiência pública no dia 6.
    A iniciativa se junta a outras três que estimulam os brasileiros a refletir sobre o tabagismo. Há duas semanas, o Senado aprovou uma medida provisória que proíbe em todo o país o fumo em ambientes fechados – a exemplo do que já ocorre em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Paraná. O texto também proíbe a propaganda de cigarros nos pontos de venda e exige que os alertas sobre os malefícios do cigarro ocupem 30% da área frontal do maço. Procurada por ÉPOCA, a Souza Cruz emitiu uma nota: "A MP 540 excede o equilíbrio e a razoabilidade ao proibir totalmente a propaganda de cigarros, a qual desde o ano 2000 já é restrita apenas a cartazes nos pontos de venda, e ao prever a ampliação das advertências nas carteiras de cigarros que, segundo estudo do IBGE, já são conhecidas por 96,1% da população".
    Outro item aprovado pelo Senado foi o aumento de 300% na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Com o reajuste, o cigarro ficará cerca de 20% mais caro. Até 2015, o valor do reajuste poderá chegar a 55%. A medida passará a valer a partir da sanção da presidente Dilma Rousseff, que apoia a decisão. O ex-ministro da Fazenda e ex-fumante Maílson da Nóbrega (leia seu depoimento abaixo) defende a forte tributação e a proibição da propaganda e dos fumódromos. "Não concordo com o argumento de liberais que defendem o direito de escolha individual", diz. "Se o argumento liberal valesse nesse caso, o Estado poderia ser indiferente ao suicídio, uma escolha pessoal e trágica." Na semana passada, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou, por unanimidade, um projeto de lei que prevê a proibição de propaganda de cigarro em bares, padarias e lanchonetes. Segundo o texto, os displays só serão permitidos em tabacarias. Para entrar em vigor, a lei precisa ser sancionada pelo governador Geraldo Alckmin.
    À decisão dos senadores e dos deputados paulistas, soma-se uma mobilização popular sem precedentes. Ela é liderada pelo médico Drauzio Varella, que apresenta a série "Brasil sem cigarro" no Fantástico, da TV Globo. Mais que um programa de TV, a iniciativa é uma campanha nacional que alcança 20 milhões de telespectadores todos os domingos. Além de convocar os fumantes a abandonar o vício e ensiná-los a melhor forma de fazer isso, Varella percorrerá dez capitais. Mais de 27 mil pessoas já participaram desses eventos, realizados em parceria com o Inca e com o Sesc. Os interessados fazem testes de dependência de nicotina e recebem orientação.
    "Não acho que vamos conseguir fazer o Brasil inteiro largar o cigarro", diz Varella. "Nossa contribuição é retirar a discussão sobre tabagismo do âmbito do estilo de vida e colocá-la em seu devido lugar: o das drogas." Para ajudar os que decidiram se livrar do vício, ÉPOCA selecionou histórias inspiradoras de personalidades que abandonaram o cigarro. Eles serão dependentes para sempre, mas, no momento, são exemplos de sucesso. As estratégias adotadas são as mais variadas. Elas demonstram que não existe uma fórmula única e vencedora.
    Fumar é um hábito ancestral. O tabaco, usado essencialmente em rituais religiosos pelos povos nativos das Américas, começou a ganhar o mundo por intermédio dos navegadores portugueses e espanhóis. O reconhecimento de seus efeitos deletérios atravessa os séculos. Em 1623, o filósofo Francis Bacon escreveu sobre o vício, na obra Historia vitae et mortis: "O uso do tabaco está conquistando homens com um certo prazer secreto, de tal modo que quem a ele se acostuma dificilmente pode se refrear daí por diante". Desde os anos 1950, acumulam-se estudos sobre os danos do cigarro à saúde dos fumantes e dos fumantes passivos. Nada se iguala, porém, à qualidade das evidências atuais sobre a forma como a nicotina age no cérebro.
    Não há dúvida: o cigarro é uma droga pesada, com alta capacidade de viciar. Um terço das pessoas que experimentam nicotina se torna dependente. Isso ocorre com apenas um quarto dos que têm contato com a heroína. "O fumante chega a consumir cigarros em intervalos de 15 minutos durante o dia e à noite. Nem o crack produz tal comportamento", diz a psiquiatra Ana Cecília Marques, da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
    A fumaça do cigarro contém mais de 7 mil substâncias perigosas (leia a ilustração abaixo). A nicotina é a pior delas. Estimula várias regiões do cérebro e causa efeitos variados. Reduz o sono, melhora a capacidade de concentração, diminui o apetite, aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial. Quando o uso de cigarro fica crônico (algo que pode ocorrer já nos primeiros dois anos), a ação da nicotina é inversa. O sujeito fica desatento, irritado, improdutivo. O vício pode desencadear problemas graves como depressão e crises de pânico.
    Uma minoria dos fumantes consegue abandonar o vício por conta própria, sem remédios, psicoterapia ou outras formas de apoio. "Entre os que não recebem atendimento, a chance de ficar um ano sem fumar é de 3%", diz a psiquiatra Analice Gigliotti, da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas. "Com apoio especializado, a chance de sucesso sobe para 30%." Alguns dependentes precisam de um ou vários antidepressivos (os mais usados são a bupropiona e a nortriptilina). Outros podem contar com adesivos, gomas de mascar ou pastilhas de nicotina para amenizar as síndromes de abstinência. Alguns precisam de mudanças ambientais na casa para quebrar os rituais associados ao fumo (trocar os móveis e a cor das paredes, por exemplo). Nos casos mais graves, recomenda-se internação em clínicas de desintoxicação. Trocar o cigarro por charutos ou cigarrilhas não é uma boa estratégia. Eles podem ter até três vezes mais nicotina e dez vezes mais substâncias tóxicas que o cigarro comum. Quem troca 20 cigarros por dia por dois charutos pode pensar que reduziu os danos à saúde. Na verdade, continua exposto à mesma quantidade de compostos nocivos.
    A maior dificuldade é garantir que o ex-fumante mantenha-se longe do vício para sempre. "Somos capazes de ajudar a pessoa a parar de fumar no curto prazo, mas esse sucesso é muito pequeno dois anos depois da intervenção", diz Gregory Connolly, professor de saúde pública da Universidade Harvard. "Precisamos criar métodos de longo prazo, capazes de evitar recaídas."
    Técnicas pouco convencionais podem ajudar. Uma revisão da literatura médica demonstrou que esse é o caso da acupuntura. As evidências sugerem que o tratamento realizado com agulhas espetadas na orelha, durante uma semana ou mais, contribui para o sucesso. O trabalho foi publicado na revista científica britânica Acupuntura na Medicina. "Quando quis parar, há cerca de 20 anos, usei a acupuntura", diz o médico e editor-chefe, Adrian White. "Além de reduzir minha vontade de fumar, ela tornava explícita minha decisão. Era um marco do meu compromisso."
    Por que alguns se viciam e outros não? A tendência ao vício está ligada à genética. Ela pode ser modificada pelo estresse, antes mesmo do nascimento. "Se sua mãe estivesse combatendo uma infecção viral ou passando por algum estresse emocional durante a gestação, isso aumentaria suas chances de se viciar na vida adulta", disse a ÉPOCA David Linden, professor do Departamento de Neurociência da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, e autor do livro A origem do prazer (Editora Campus/Elsevier). "O mesmo acontece depois do nascimento. Isso não é psicologia. É biologia." Hoje se sabe que o vício muda o cérebro. Nos dependentes de qualquer coisa (cigarro, jogo, sexo etc.), a região responsável pelo prazer sofre alterações físicas, químicas, elétricas e anatômicas. "O cérebro de quem se recupera do vício nunca mais volta ao normal. O retorno é parcial", diz Linden. Se alguém consegue passar 20 anos longe do cigarro e decide fumar uma única vez, o prazer que ela sentirá será maior que o experimentado por quem nunca fumou. Por isso é tão importante resistir. Drauzio Varella sabe disso e se considera um eterno dependente em recuperação. Graças ao médico mais popular do país, milhões de brasileiros têm agora um estímulo para decidir, resistir e persistir.

Drauzio Varella { 68 ANOS } - Médico
    "Comecei a fumar aos 17 anos. Era tímido e nunca sabia o que fazer com as mãos nas festinhas. O cigarro me ajudava a sentir segurança. Tinha prometido parar quando começasse a tossir – acho horrível a tosse de fumante. Um dia voltei do trabalho e encontrei minhas filhas (na época com 4 e 2 anos) me esperando no hall do elevador. Morávamos no 10º andar. Elas disseram que sabiam que eu estava chegando porque reconheciam minha tosse. Ouviam o som desde lá de baixo. Era cancerologista e vivia com o maço de cigarros no bolso. Que moral tinha para mandar o paciente parar? Decidi parar na noite em que eu e um amigo que havia infartado fumamos dois maços. Nos primeiros dias, sentia vontade, ficava irritado. Não usei remédio, adesivo, nada. Parar foi fácil. O difícil foi tomar a decisão. Passei os 12 anos seguintes pedindo para meu irmão (o médico Fernando Varella) parar. Ele não parou e diagnosticou nele mesmo um câncer de pulmão. Em nove meses, estava morto."
Neto {45 ANOS } - Ex-jogador de futebol
    "Tinha 17 anos quando comecei. Fui lá, comprei um maço, gostei e não parei mais. Fumei até os 38, todo o período em que joguei. Nunca tinha tentado parar. Até que uma história mexeu comigo. Jogava truco toda segunda-feira com amigos de Santo Antônio de Posse, e um deles comentou que o médico tinha dito ao Edmur, um amigão meu, que ele tinha cinco anos de vida se parasse de fumar. Ele morreu 15 dias depois. Abri a janela e joguei o maço de cigarros fora. Nunca mais fumei. Não quero que minha filha perca o pai por causa de cigarro. Mas é só falar em cigarro que dá água na boca. Não acredito em nenhum desses métodos. O que manda é a vontade."
Washington Olivetto { 60 ANOS } -Publicitário e presidente da agência WMcCann
    "Comecei a fumar aos 18 anos, logo que entrei na faculdade. Queria impressionar as meninas. Na época, as mulheres estavam começando a fumar, e eu não tinha cigarro a oferecer. Aí resolvi provar também. Fumei um maço e meio até 2001, quando fui sequestrado. Fiquei 53 dias confinado sem nem um cigarro sequer. E não me importei. Estava angustiado com coisas muito mais importantes que meu vício. Logo que saí dali, pensei que tiraria pelo menos alguma coisa boa daquilo tudo, e não fumei mais cigarro. Desde o sequestro, só fumo charutos. Elejo datas muito especiais, como meu aniversário, Natal e Ano-Novo, e, mesmo assim, fumo bem pouco. Tem uma conotação diferente de consumo, é outra história. A legislação brasileira para a publicidade do cigarro é bastante adequada. As pessoas devem ter senso crítico para decidir o que querem fazer. Vale refletir sobre um raciocínio simples: uma coisa que custa menos de R$ 4 e vem em 20 unidades não pode ser boa para você."
Raquel Zimmermann { 28 ANOS } - Modelo
    "Comecei a fumar no início da carreira, aos 15 anos, logo que saí de casa, em Bom Retiro do Sul, Rio Grande do Sul, para morar sozinha no Japão. Na solidão, o cigarro acabou sendo uma forma de preenchimento. Foram 12 anos fumando um maço por dia. Há nove meses, consegui abandonar. Comecei a fazer meditação transcendental, passei a refletir sobre meu interior e me dei conta de que o cigarro estava me poluindo. Não foi fácil parar, o segredo foi a acupuntura chinesa. Senti que minha pele ficou mais radiante, meu cabelo cresceu mais. Meu corpo também está mais bonito por causa da ioga, que só comecei por ter parado de fumar."
Letícia Birkheuer { 33 ANOS } - Ex-modelo, atriz e empresária
    "Comecei a fumar aos 18 anos, no meu primeiro trabalho. Estava com uma modelo mais experiente e contei a ela que precisava emagrecer. Como praticava esportes, meu corpo era muito atlético para a profissão. Ela, fumante, disse que o cigarro era a resposta e me ofereceu o primeiro. Não demorei a me viciar – o cigarro era meu refúgio. Era cool fumar no mundo da moda. Tentei parar quatro vezes. As primeiras, com a ajuda de adesivo e chiclete de nicotina, não deram certo. Na terceira, tomei um remédio, fiquei quatro meses sem fumar, até que tive alguns problemas pessoais. Quando conheci meu marido, tentei de novo. Passei a fumar dois cigarros por dia. Depois, engravidei e parei de vez."
Geddel Vieira Lima { 52 ANOS } - Ex-ministro da Integração Nacional e vice-presidente da Caixa Econômica Federal
    "Fumei pela primeira vez aos 16 anos. Fui vítima das propagandas de cigarro. Não posso atribuir meus 28 anos de fumante só a elas, mas fui muito influenciado pelos carrões e caubóis em comerciais da TV. Cheguei a fumar três maços e meio por dia. Só comecei a pensar em parar quando meu pai, que fumou por 40 anos, teve um infarto, em 1986. Dez anos depois, fiz uma cirurgia de apendicite e, saindo da anestesia, senti dificuldade de respirar. E me veio à mente a imagem de meu pai pedindo para aprender com o que aconteceu com ele. Tentei parar umas dez vezes e não consegui. Tomei remédios e usei adesivos de nicotina. Nada resolveu. Só consegui na força de vontade."
João Gordo { 47 ANOS } - Apresentador de TV e músico
    "Comecei a fumar aos 15, com uns moleques punks, e fumei três maços por dia por 20 anos. O cigarro é a droga mais forte que existe, pior que heroína e cocaína. Já cheguei a ir a pontos de ônibus na madrugada para pegar bitucas no chão. Parei em 2000, quando tive um derrame pleural e fiquei 23 dias internado. Foi uma combinação de drogas com obesidade mórbida e uma costela quebrada. Mas foi o cigarro que me assustou. O médico tirou do meu pulmão 900 mililitros de nicotina com sangue – vi aquilo e fiquei traumatizado. Decidi parar. Não tive recaídas e sentia náuseas com o cheiro da fumaça. Mas bastou colocar um cigarro na boca para tudo voltar. Fumei escondido da minha mulher por três anos. Só melhorei no ano passado, depois de uma psiquiatra me receitar um ansiolítico. O remédio segura a barra, mas ainda é complicado parar de uma vez. A indústria do cigarro devia fechar suas portas e indenizar."
Ney Latorraca { 67 ANOS } - Ator
    "Comecei a fumar com 15 anos e não tinha noção de quanto aquilo me faria mal. Havia uma mentalidade de que comprar o próprio maço de cigarros era atingir a maturidade. Não parei mais: fumei até meus 43. Tentei parar duas vezes, mas recaí porque não estava preparado psicologicamente. Nunca usei adesivos ou remédios, queria que minha convicção bastasse. Parei para valer no dia 23 de abril de 2003, Dia de São Jorge. Na época, fumava quase três maços por dia. Minha mãe dizia que era um absurdo um ator fazer isso com a própria voz. Estava fazendo uma peça de teatro quando caiu a ficha e percebi que não queria mais o cigarro na minha vida. Peguei um tipo de gripe e não parava de tossir. Liguei para o médico. Era um início de enfisema pulmonar. Aproveitei a mudança para um apartamento em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas para cortar o cigarro. Foi um processo gradual, pensando que pararia por um dia."
Manuela D"Ávila { 30 ANOS } - Deputada federal pelo PcdoB
    "Comecei a fumar com 13 ou 14 anos, na frente da escola, com a ideia de ser adulta. Fumei 16 anos, quase duas carteiras por dia. Nunca havia tentado parar até que, em 2008, fiz as contas e percebi que já estava há mais tempo fumando do que sem fumar. Decidi parar, mas tive um problema familiar sério e percebi que não conseguiria. Quase dois anos depois, em dezembro de 2010, consegui. Foi muito difícil. Três meses de sono frágil, energia excessiva, ansiedade. Fiquei um mês sem conseguir escrever, pois só sabia fumando. A acupuntura a laser ajudou muito. Todos os dias dá vontade em algum momento. Fumaria um cigarro agora. Não tem nada que resolva se não se quer muito."
Beth Carvalho { 65 ANOS }  - Cantora
    "Há dez anos, fui fazer um show para uma plateia cheia de médicos. Para chegar ao palco, subi um degrau. Cheguei tão ofegante ao microfone que foi difícil dizer "Boa noite". Expliquei que, por causa do cigarro, não estava conseguindo falar. Fumava havia 45 anos. O engraçado foi que o público começou a me mandar receitas com prescrições médicas. Desde então, parei. Tinha tentado mais de dez vezes, mas fracassei porque não estava convicta. Testei de tudo, mas só funcionou quando eu quis mesmo. Usei medicamento e um pouco de adesivos, mas sei que minha vontade é que foi crucial. Dei meu primeiro trago aos 13 anos e hoje sei que, quando comprei o primeiro maço, fui condenada ao vício."
 Maílson da Nóbrega { 69 ANOS } - Ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Integrada
    "Fumei pela primeira vez aos 12 anos e continuei, com interrupções, por 39. Consegui parar três vezes, mas fui malsucedido muitas outras. Usei adesivo de nicotina, sem efeito. Em 1993, disse a mim mesmo: "Já que parei outras vezes, por que não fazê-lo de novo?". Achei que poderia dedicar o gesto a meu filho Gabriel, três meses antes de ele nascer. Foi uma forte motivação, o que eu não tinha antes. Completo 18 anos sem fumar e não concordo com o argumento liberal que defende o livre uso de cigarro, alegando o direito de escolha individual. O Estado tem de restringir o cigarro em recintos fechados."
Fernanda Paes Leme { 28 ANOS } - Atriz
    "Desde pequena, via minha avó fumando. Com 16 anos, roubei um cigarro dela. Achei horrível e comecei a tossir. Quando me mudei para o Rio de Janeiro, aos 19, morei com um amigo fumante. Às vezes, rolava ansiedade e pedia uns tragos. Dizia: "Não sou viciada, paro quando quiser". Quando percebi, estava comprando um maço por dia. Parei há três meses. Meu último namorado era atleta e levava uma vida saudável. Nunca deixei que ele me visse fumando quando ia a Nova York ficar com ele. Depois de um mês lá sem fumar, decidi que era o incentivo para parar. Minha família já tinha insistido muito, e me apavorava ver como as fumantes mais velhas tinham a pele e a voz muito estragadas."
Fernanda Young { 41 ANOS } - Escritora e apresentadora de TV
    "Comecei a fumar aos 13 anos como forma de rebeldia. Foi a bobagem mais absurda que fiz na adolescência, o erro que mais durou. Fumei 21 anos. Corria a São Silvestre com um cigarro no bolso para acender assim que terminasse. Parei na gestação das minhas filhas, mas voltei com mais apego. Parecia a única coisa que tinha como indivíduo. Eu me trancava no banheiro e fumava em frente ao espelho. Então vi como eu parecia fraca e idiota com um cigarro na boca. A análise e a meditação me fizeram entender por que eu fumava. Quando vi que o cigarro não preencheria meu vazio nem supria minhas carências emocionais, ele se tornou inútil e estúpido para mim."
Marcello Novaes { 49 ANOS } - Ator
    "Meus filhos reclamavam que eu cheirava mal e perguntavam: "Por que você fuma, pai?". Comecei com 21 anos por modismo: o cigarro era charmoso. Um dia, indo surfar com um amigo, comentamos sobre o ranço do cigarro. Estávamos com ressaca de fumaça – nossa garganta doía e não tínhamos o mesmo fôlego para pegar onda. Amassamos os maços e jogamos no lixo. Fiquei 11 anos sem fumar. Tive uma recaída em 1999, quando me apresentaram o cigarro de folha de uva como algo natural. Falsa ilusão. Um dia estava dirigindo até o Projac com a janela aberta, fumando. Parei no semáforo e me reconheceram: pela primeira vez, morri de vergonha. Aquilo não combinava comigo, que sempre tive uma imagem de saúde. Vi que não tinha mais disposição física e sexual, além de me sentir excluído socialmente. Um dia depois do meu aniversário, com a ajuda de um remédio que reduz a angústia da abstinência, parei de fumar. Faz quatro meses."

Pastor norte-americano detém recorde de casamentos
    O homem que mais vezes se casou e se divorciou no mundo é Glynn Wolffe, pastor da Igreja Batista nos Estados Unidos. Wolffe foi à pretoria, pela primeira vez, em 1927. Depois disso, casou-se 28 vezes, claro que depois de 27 divórcios. Perdeu a conta dos filho que gerou. Calcula, modestamente, que somam 41.
 
A maior obra literária do mundo
    A obra literária mais extensa do mundo é uma espécie de Bíblia da doutrina budista, tal como é praticada no Tibete. Compõe-se de duas partes: o Kandjur, que contém os preceitos em 108 volumes de mil páginas cada um; e o Tandjur, a interpretação desses preceitos, que se estende por mais 225 volumes.

CLUBE DE NUDISMO
Um homem entra para um clube de nudismo muito exclusivo. No seu primeiro dia ele tira as roupas e vai dar uma volta pelo clube. Uma linda lourinha passa por ele, e o cara imediatamente tem uma ereção. A mulher percebe a ereção, aproxima-se, e dirigindo-se a ele diz:
- Você chamou por mim?.
O homem responde:
- Como assim?
Ela diz:
- Você deve ser novo no clube.... deixe-me explicar: há uma regra aqui que, se você tiver uma ereção, fica implícito que você está chamando por mim!
Sorrindo, ela o leva para o lado da piscina, deita-se em uma toalha, puxa-o para si e deixa-o transar gostosamente com ela. O homem continua a explorar as dependências do clube.
Ele entra na sauna e, ao sentar-se, peida.
Em minutos aparece um cara forte, peludo, saindo da nuvem de vapor, dirige-se a ele e diz:
- Você chamou por mim?
Ele responde, surpreso:
- Eu não, o que você quer dizer?
- Você deve ser novo aqui - diz o cara peludo - é uma regra do clube que se você peidar, fica implícito que você está chamando por mim.
O cara, fortão, facilmente vira ele de costas, curva-o para a frente e crau.
O novato cambaleia para o escritório do clube, onde é recebido com um sorriso pela simpática atendente pelada:
- Posso ajudá-lo, senhor?
O cara diz, puto da vida:
- Aqui está minha carteira do clube. Pode ficar com ela. E, pode ficar com os R$ 5.000,00 da matrícula.
- Mas, senhor - ela responde - o senhor só esteve aqui por algumas horas. Ainda nem deu para o senhor conhecer todos os nossos atrativos.
O homem responde:
- Olhe aqui, mocinha, tenho 68 anos de idade, tenho apenas uma ereção por mês, mas peido umas 15 vezes por dia. Tô fora !

COMO FICAR MILIONARIO
Numa livraria, o cliente pede ao balconista:
— Por favor, queria comprar aquele livro... O "Como Ficar Milionário da Noite Para o Dia", você tem?
— Claro, só um minutinho que eu vou buscá-lo. — responde o vendedor.
Ele volta com dois livros e começa a embrulhá-los para o cliente:
— Moço, é... Desculpe, mas eu só pedi um livro! - argumenta o cliente.
— Eu sei, o outro é o código penal. Vendemos sempre os dois juntos.

 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Contabilidade, a alma do negócio -> Tributos podem representar mais de 78% do preço do presente -> Balanços (ainda) pro forma -> Sou Branco, honesto, contribuinte, eleitor, hetero... Para quê???



em 2004

O dinheiro compra pão, mas não compra gratidão

"Semeie um ato, e você colhe um hábito. Semeie um hábito, e você colhe um caráter. Semeie um caráter, e você colhe um destino. "
(Charles Reade)

Contabilidade, a alma do negócio
- http://www.contabeis.com.br/noticias/4158/contabilidade-a-alma-do-negocio/
 
    Não manter a contabilidade de uma empresa organizada pode fazer com que ela, seus sócios e administradores sejam punidos por lei. Os motivos que levam a isso podem ser muitos: falta de tempo para apurar e controlar tributos, problemas com contratação e demissão de funcionários, negócios não previstos no contrato social, não seriedade em relação às documentações exigidas em cada atividade, falta de pagamento de impostos e muitos outros fatores.
    E, para que problemas como estes sejam amenizados e até mesmo evitados, recomenda-se que as empresas terceirizem serviços contábeis. Considerada como a “alma do negócio”, a contabilidade é cada dia mais importante no dia-a-dia das empresas. “Levando em conta que as empresas que prestam serviços contábeis tendem a estar mais atualizadas e familiarizadas com as mudanças da legislação e obrigações que são implementadas pelos órgãos reguladores, os serviços por elas prestados tende a proporcionar maior segurança às empresas”, afirma o contador Gilmar Rissardi, da Bilanz Gestão Contábil
    De acordo com estudos realizados pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – o serviço contábil é o mais procurado entre os empreendedores brasileiros. Para o contador Gilmar Rissardi, que está à frente da empresa curitibana Bilanz Gestão Contábil, a eficiência da Receita Federal implica em que as empresas procurem contratar profissionais especializados para cuidar de sua contabilidade.
    “Com a correria do dia-a-dia é difícil que os empresários dediquem tempo suficiente para acompanhar de perto toda a estruturação contábil de uma empresa. Para isso, existem os serviços dos contadores, que participam e organizam, sempre com o acompanhamento dos empresários, de todas as etapas da empresa, desde a sua constituição, planejamento tributário, implantação de softwares corporativos, controles internos e muitos outros serviços necessários para uma boa operacionalização da empresa”, comenta Gilmar Rissardi.
    No Brasil já houveram casos de empresas que não se preocuparam efetivamente com a organização de sua contabilidade e, por motivos diversos, acabaram com problemas junto aos órgãos reguladores. A advogada Inaiá Queiroz Botelho, da JB Advocacia Empresarial, alerta para algumas dificuldades que podem acontecer caso as empresas tenham problemas com os dados contábeis. “Os riscos da atividade empresarial são potencializados pela falta de organização contábil. É comum ver empresários sérios e responsáveis que acabam sendo autuados e multados pelo Fisco, e algumas vezes até indiciados por crimes fiscais, em decorrência de erros e orientações incorretas passadas por profissionais contábeis irresponsáveis e desatualizados.” Por isso, ressalta a advogada: “todo cuidado é pouco antes de contratar um profissional contador”, devendo o empresário cercar-se de bons profissionais a fim de evitar futuros aborrecimentos, “mesmo que isso custe um pouco mais caro” finaliza.
    Desde que feita de forma responsável e correta, a contabilidade reflete a realidade de uma empresa e desobriga os empresários e contadores de responderem com bens pessoais em processos diversos. Os serviços de contabilidade devem ser vistos pelas empresas como ferramenta de gestão para conquistar bons resultados e ser bem sucedido no negócio.

Tributos podem representar mais de 78% do preço do presente
- http://www.contabeis.com.br/noticias/4154/natal-tributos-podem-representar-mais-de-78-do-preco-do-presente/
 
    Em razão dos impostos, neste Natal, o consumidor pode chegar a pagar três vezes mais por um produto.
    Em razão dos impostos, neste Natal, o consumidor pode chegar a pagar três vezes mais por um produto, segundo o advogado, mestre e especialista em tributos e diretor do escritório Edson Pinto Advogados, Edson Pinto.
    Segundo ele, baseado em levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), dentre os presentes mais comuns nesta época do ano, é sobre o perfume importado que há a maior incidência de tributos, de 78,43%.
    "Por isso, é imprescindível a realização da tão sonhada reforma tributária, que visa diminuir essa carga, simplificar o sistema de tributo, incentivar a produção, geração de emprego e o consumo", diz o advogado.
Outros produtos
    Ainda segundo o advogado, o Brasil possui a maior carga tributária entre os países emergentes, sendo que o peso dos impostos no bolso do cidadão chega a 36,08%.
    Dentre os tributos, pelo menos cinco estão presentes na maior parte dos produtos. São eles: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), PIS/Cofins (Programa de Integração Social) e Imposto de Importação.


Balanços (ainda) pro forma
- http://www.contabeis.com.br/noticias/4152/balancos-ainda-pro-forma/
 
    Adoção completa do padrão contábil internacional IFRS pelas companhias abertas do Brasil, prossegue a resistência de se aplicar o preceito da essência sobre a forma nos balanços. "Ainda se nota a influência fiscal nas práticas contábeis".
    Passado praticamente um ano da adoção completa do padrão contábil internacional IFRS pelas companhias abertas do Brasil, prossegue a resistência de se aplicar o preceito da essência sobre a forma nos balanços.
    "Ainda se nota a influência fiscal nas práticas contábeis", diz Alexsandro Broedel, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), citando como exemplo o prazo de depreciação de máquinas e equipamentos das empresas.
    Mesmo sendo explícito que a perda de valor desses bens deva ser registrada conforme sua vida útil econômica, a maior parte das empresas optou por manter as antigas taxas fornecidas pela Receita Federal.
    Veículos passam a valer zero no balanço após cinco anos, máquinas e equipamentos duram de cinco a dez anos e imóveis são depreciados a uma taxa anual de 4%. Broedel destaca que a prática foi mantida mesmo com o Fisco tendo deixado claro que as empresas poderiam seguir usando sua tabela só para fins tributários.
    Segundo o diretor do órgão regulador, a autarquia pretende atuar para que a regra do IFRS sobre esse ponto seja cumprida, o que pode gerar questionamentos às empresas sobre o motivo da manutenção das taxas.
    De acordo com o professor Eliseu Martins, especialista em contabilidade, "o lado bom" de um padrão contábil baseado em princípios, como o IFRS, é que ele permite que as empresas "mostrem a sua cara". Assim, diz ele, uma transportadora que usa os caminhões quase que ininterruptamente e faz pouca manutenção não precisa depreciar os veículos no mesmo prazo que uma concorrente que faz um uso mais moderado dos caminhões.
    Para Martins, a existência no passado de regras específicas usadas de forma generalizada acabava criando uma "comparabilidade enganosa" entre os balanços de empresas distintas. Broedel disse que a CVM estará de olho também na aplicação mais ampla do conceito de que a essência deve prevalecer sobre a forma nos balanços.
    Nesse aspecto, um dos pontos de atenção é a classificação de instrumentos financeiros como dívida ou dentro do patrimônio, que recentemente motivou o pedido de republicação do balanço da Energisa. "Rato que nasce no forno não vira bolinho", disse Broedel, durante palestra em evento organizado pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em São Paulo, sexta-feira, na sede da BM&FBovespa.

Sou Branco, honesto, contribuinte, eleitor, hetero... Para quê???
- http://www.escolasmedicas.com.br/art_det.php?cod=242 - IVES GRANDA DA SILVA MARTINS

    Sou Branco, honesto, contribuinte, eleitor, hetero...Para quê???
    Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.
    Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.
    Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.
    Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.
    Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria!
    Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', porque cumpre a lei.
    Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo militar ou se disseram perseguidos.
    E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?
    Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.
    Para os que desconhecem este é o : Inciso IV do art. 3° da CF a que se refere o Dr. Ives Granda, em sua íntegra: "promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação." Assim, volta a ser atual, ou melhor nunca deixou de ser atual, a constatação do grande Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto". (Senado Federal, RJ. Obras Completas, Rui Barbosa. v. 41, t. 3, 1914, p. 86)

  Reflexao/Curiosidades/Relaxe
O ANEL
Em um pequeno vilarejo vivia um professor, que por sua sabedoria era sempre consultado pelas pessoas da região. Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para desabafar e aconselhar-se.
   - Venho aqui, professor, porque me sinto tão pequeno, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?
   O professor sem olhá-lo, disse:
   - Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar você. Devo primeiro resolver meu problema. Talvez depois possa te ajudar.
   E fazendo uma pausa falou:
- Se você ajudasse a resolver meu problema, com maior rapidez posso eu ajudar a resolver o seu.
   - C... Claro, professor, gaguejou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.
   O professor tirou um anel do dedo, deu ao rapaz, e disse:
   - Monte o cavalo, vá até o mercado. Venda esse anel, pois tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.
   O jovem pegou o anel e partiu.
   Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, um velhinho amável lhe explicou que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou.
   O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar  o anel, livrando assim seu professor das preocupações. Dessa forma ele poderia receber a  ajuda e conselhos que tanto  precisava.
   Chegando de volta do mercado disse:
   - Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar alguém sobre o valor do anel.
   - Importante o que disse, meu jovem...  Contestou sorridente o professor. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dará por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda... Volte aqui com meu anel.
   O jovem foi até o joalheiro e deu-lhe o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:
- Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro,
-  58 MOEDAS DE OURO!!! - exclamou o jovem.
- Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas ele está precisando de dinheiro urgente, só posso oferecer o que tenho no momento.
O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.
   - Sente-se - disse o professor.
   Depois de ouvir tudo o que o  jovem contou, falou:
   - Você é como este anel, uma jóia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?
E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.
- Todos somos como esta jóia: valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo. Sempre! "Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior  sem o seu consentimento.

Peça teatral de Agatha Christie é recordista de permanência em cartaz
    A peça teatral que há mais tempo está em cartaz, no mundo, é A Ratoeira, de Agatha Christie. Estreada em 1952 no Ambassadors Theatre, transferiu-se em 1974 para a Saint Martin. Soma, até agora, mais de 18 mil representações. A arrecadação da bilheteria, ao longo de todos esses anos, anda em torno de 35 milhões de dólares.

Maior poliglota do mundo falava 41 idiomas
    O maior poliglota de que se notícia foi o cardeal José Mezzofanti, nascido em Bolonha, Itália. Falava nada menos que 41 idiomas com perfeição, como se cada um deles fosse sua língua materna. Mez-zofanti era oriundo de família paupérrima. O pai era marceneiro. Seguiu a carreira religiosa porque não podia pagar outros estudos.

AÍ A BRIGA  COMEÇOU...
Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim enquanto eu passava os canais.
 Ela perguntou: "- O que tem na TV? "
 Eu disse: "- Poeira. "
 Aí a briga começou...

Casal de primos caminhava pelo pasto de uma fazenda, no Interior de Minas, até que viram um cavalo transando com uma égua,e a prima logo perguntou:
-Primo, o que é aquilo?
-Eis tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandano brasa!!!
- Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, primo?
- Aaara!!, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô!
Passaram mais adiante e tinha um bode transando com uma cabra. A prima perguntou de novo, e o primo deu a mesma resposta.
Mais na frente, lá estava um touro pegando uma vaca e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio.
Foi aí que a prima perguntou:
- Ô primo, se eu preguntá uma coisa pr'ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado?
- Craro que não, prima! Ocê pode priguntá!
- OCÊ TÁ COM O NARIZ TUPIDO?????????






segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

DHP e DECORE: documentos agora só por meio eletrônico -> Receita suspende consultas por telefone até janeiro -> Comissão aprova isenção do Imposto de Renda para fundações educacionais -> A morte como solução ecológica


há cinco anos

O bem que se faz na véspera torna-se felicidade no dia seguinte. Provérbio Hindu

Como soy del campo, aquí me zampo

DHP e DECORE: documentos agora só por meio eletrônico - http://www.cfc.org.br/conteudo.aspx?codMenu=67&codConteudo=6098

    A partir da agora, a emissão da DHP Eletrônica e da DECORE Eletrônica só poderá ser de forma eletrônica. A decisão ocorreu em Reunião Plenária do Conselho Federal de Contabilidade realizada no dia 25 de novembro, na sede da entidade em Brasília (DF). A norma entra em vigor no dia 1 de janeiro de 2012, revogando em especial as Resoluções CFC n.º 871/00 e 872/00.
    Essas alterações impactam diretamente em um dos trabalhos técnicos elaborados pelo profissional da Contabilidade que é a emissão da Declaração Comprobatória de Percepção de Documentos que agora passa a ser totalmente eletrônica, em todo território nacional. Outra inovação é que o profissional após emitir 50 DECOREs deve prestar contas ao CRC para liberação de novas emissões. A prestação de contas poderá ser feita de forma eletrônica.
    E por último, a norma agora define quais são os documentos que servem de base para a emissão da Declaração, deixando de ser simplesmente exemplificativo conforme estabelecia a Resolução CFC n.º 872/11, em seu anexo II.

Receita suspende consultas por telefone até janeiro  - http://www.dci.com.br/Receita-suspende-consultas-por-telefone-ate-janeiro-13-400411.html

    Os contribuintes que precisarem tirar dúvidas com a Receita Federal não poderão usar o telefone por cerca de 40 dias. O serviço de call center do Fisco (Receitafone), no número 146, ficará suspenso de sexta-feira (2) até 13 de janeiro de 2012.
    Segundo a Receita, a interrupção no serviço ocorre por causa do fim do contrato com a empresa especializada. Uma nova empresa foi escolhida por meio de licitação, mas só iniciará as atividades no próximo mês.
    A Receita assegura que a consulta não será prejudicada porque os contribuintes podem pedir informações sobre a restituição do Imposto de Renda e a situação do CPF na página do órgão na internet. A marcação de atendimento presencial nas unidades da Receita também pode ser feita normalmente no endereço eletrônico.

Comissão aprova isenção do Imposto de Renda para fundações educacionais - http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/206297-COMISSAO-APROVA-ISENCAO-DO-IMPOSTO-DE-RENDA-PARA-FUNDACOES-EDUCACIONAIS.html

    Peninha Mendonça: leis estaduais e municipais que criaram as fundações também previram a isenção do IR.
    A Comissão de Educação e Cultura aprovou ontem o Projeto de Lei 576/11, do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), que isenta do recolhimento do Imposto de Renda as instituições de ensino, mantidas por recursos privados, criadas por lei estadual ou municipal até 31 de dezembro de 2009.   
    O objetivo da proposta é proibir a Receita Federal de cobrar o tributo de fundações escolares e universitárias, estaduais e municipais, que sobrevivam de mensalidades escolares. A isenção valerá mesmo que a entidade também receba recursos públicos.
    O relator do projeto, deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC), explicou que as leis estaduais e municipais que criaram as fundações também previram a isenção do Imposto de Renda. A medida sempre foi questionada pela Receita Federal, por entender que o tributo é de competência federal e somente o Congresso poderia conceder a desoneração. O objetivo do projeto seria legalizar a isenção no plano federal.
Tramitação
    O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A morte como solução ecológica - http://www.midiasemmascara.org/artigos/globalismo/12625-a-morte-como-solucao-ecologica.html - Cristian Derosa 

    Graças à atuação de órgãos como a Unesco e a ONU, logo o controle populacional será consenso entre milhões de pessoas, que irão trabalhar, de forma “ecologicamente correta”, para sua própria destruição.
    Em 1968, Paul R. Ehrlich deixou militantes de esquerda e direita horrorizados com o livro Population Bomb. Os de esquerda o acusavam de nazismo por querer matar metade da população pobre e os de direita por violar os direitos individuais e desvalorizar a vida humana.
    Mais tarde, em 1977, Ehrlich publicou junto de outros dois autores, o livro Ecosciencie: population, ressources, environment, que trazia a mesma idéia de controle populacional mas com um maior aporte de dados científicos e apoio de cientistas engajados na causa ecológica.
    A partir daí a a defesa do meio ambiente ganhou um impulso a mais e já unia-se com os militantes do controle populacional que aliciavam as Nações Unidas para incluir a meta na sua agenda de ações imediatas.
    É bom lembrar que a origem do controle de natalidade é anterior e está ligada à conquista do direito ao aborto por Margareth Sanger (1879-1966) e, portanto, às idéias eugenistas e evolucionistas nas quais os nascimentos de pessoas consideradas mais aptas era preferível optando-se pelo aborto e esterilização em massa em populações pobres e consideradas geneticamente inferiores. Após a Segunda Guerra Mundial, porém, essa retórica eugenista passou a ser mal vista por motivos óbvios.
    Mas no barco da ecologia, nas décadas seguintes, o controle populacional pôde finalmente voltar ao debate público, agora com a desculpa do fim dos recursos naturais, outra teoria nunca satisfatoriamente comprovada pela comunidade científica, mas que traz consigo a cativante proposta da salvação da humanidade. O fato real é que em nome dessa pretensa tese da escassez futura, muitas populações estão sendo privadas hoje desses recursos e obrigadas a integrar-se a agendas que demandam consideráveis restrições econômicas. Países da África são ameaçados de terem suas ajudas internacionais cortadas se não aderirem a programas de esterilização e descriminalização do aborto.
    O livro Ecoscience: population, ressorces, enviroment, é um verdadeiro clássico do ambientalismo. Nele é sugerido explicitamente que a melhor solução para a escassez de recursos é a diminuição da taxa de crescimento da população. Como primeira e mais relevante medida, os autores sugerem a limitação da taxa de natalidade, o que deve ser implementado por meio de campanhas de planejamento familiar, legalização do aborto e estímulo de uso de contraceptivos, ou seja, uma conscientização para o voluntarismo em prol dessa causa. A segunda alternativa, caso a população não opte voluntariamente pela diminuição da taxa de natalidade, os autores explicam:
    “Presumivelmente, a maioria das pessoas concorda que o único meio de atingir estes objetivos em um nível mundial é através da taxa de natalidade. A alternativa a isso é permitir o aumento da taxa de mortalidade, o que naturalmente vai acontecer caso a humanidade não optar racionalmente por reduzir a sua taxa de natalidade a tempo”1.
    Sabe-se, entretanto, que programas de esterilização em massa já foram desmascarados em vários países, todos com a participação de órgãos das Nações Unidas como Unicef, Unesco, etc, cooperados com instituições locais ligadas a governos e organizações não-governamentais. Estes programas ficaram de fora dos noticiários por serem considerados “teorias da conspiração” ou teses paranóicas que careciam de evidências. De fato alguns destes casos não passaram de suspeitas devido à inacessibilidade dos dados e recursos utilizados pelas instituições em jogo. Outros casos foram amplamente divulgados e desmascarados, mas a imprensa internacional isolou-os dentro de limites das imprensas locais, não deixando que fossem conhecidos do restante do mundo.
    Graças à participação de intelectuais como Ehrlich dentro das Nações Unidas, principalmente em instituições ligadas à educação e cultura como a Unesco, nossos jovens e crianças estão sendo educados com o pressuposto de que a humanidade é a causadora dos grandes males terrestres. O controle populacional passa a ser, logo logo, o consenso entre a população que irá trabalhar para a sua própria auto-destruição.
    (1)   Ecoscience: Population, Resources, Environment. Contributors: Paul R. Ehrlich - author, Anne H. Ehrlich - author, John P. Holdren - author. Publisher: W. H. Freeman. Place of Publication: San Francisco. Publication Year: 1977. Page Number: 737

Reflexao/Curiosidades/Relaxe

O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA
   Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
   Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar.  Trataram de todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, da qual o homem gostava muito.
   A garçonete chegou próximo a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa de servir. Ela serviu todos os demais, e quando chegou a vez dele, foi para outra mesa.
   Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.  Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
   Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos o observavam discreta-mente, para ver sua reação. Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: o que o senhor deseja?
   Ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa.
   Novamente ela retrucou, desmentindo-o: servi, sim senhor!  Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos... Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total.
   Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente: a senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
   Após o episódio, terminaram o jantar e seus amigos certos que tinham aprendido uma lição, o agradeceram com louvor.

   Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente. Ao protagonista da nossa singela história, não importava quem estava com a razão, e sim importava evitar as discussões desgastantes e improdutivas.
   Quem age assim sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.  Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.
   Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério. Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.

A menor das sementes

A menor semente conhecida é a da mostarda. Porém quando a planta cresce, torna-se a maior de todas as hortaliças. O fato já era referido por Jesus, na parábola do grão de mostarda, segundo o Evangelho de São Marcos (4-30, 31, 32).


Lápis é o objeto mais utilizado do mundo

O lápis é o objeto mais utilizado em qualquer canto do globo. O Brasil é o maior produtor: mais de um bilhão de unidades por ano saem da fábrica da Faber-Castel em São Carlos, Estado de São Paulo. Os maiores consumidores são os norte-americanos: 2 bilhões e meio de lápis por ano


Buraco da fechadura
Joãozinho olhava pelo buraco da fechadura do quarto dos pais quando eles estavam transando. Seu irmãozinho de 5 anos queria saber o que estava acontecendo lá dentro. Respondeu Joãozinho: - É muita sacanagem, e me mandaram para o Psicólogo só porque eu chupava o meu dedinho !!!

Mentiroso
Mamãe, mamãe... na escola me chamaram de mentiroso. 
Cale-se que você nem vai à escola ainda...