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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Oculta, mas dói -> Breve História da Contabilidade Internacional -> ICMS é o tributo mais custoso -> Bode expiatório





CHARGE DE 2006
Não se veste um santo pra despir outro

Si quieres buena fama, no te dé el sol en la cama

Oculta, mas dói
- http://www.dci.com.br/Oculta_-mas-doi-4-394370.html


    Não é de hoje que se fala da excessiva carga tributária que onera a atividade econômica brasileira, de tal modo que, grandes empresas se exilam em países estrangeiros, neles organizando sociedades iguais às daqui. A carga fiscal espanta empreendimentos, enquanto a vigente na Índia, por exemplo, representa um convite à sua instalação naquele país. É um fato conhecido e reconhecido. E também é um dado inquietante na medida em que exporta uma experiência qualificada e capacidade comprovada. O que a Índia ganha, o Brasil deixa de ganhar. -
    Ora, embora se volte a falar, inverno e verão, da alta carga fiscal vigente e da necessidade de ela ser aliviada, seu peso permanece imutável, quando não aumenta. Com efeito, enquanto os estudiosos são correntes em demonstrar que os gastos oficiais consideráveis podiam ser reduzidos, e a arrecadação, aplicada de maneira mais fecunda, os gastos públicos continuam intocáveis e em expansão. O fenômeno é visível.
    Ainda agora, a despeito de uma arrecadação sem precedente, a carga fiscal aumentou e ainda assim se segreda o sonho de restaurar a CPMF, com outro nome, é claro, o sonho do alto escalão governamental. Nos últimos tempos, a única providência adotada, aliás, pelo Congresso, foi a extinção da famigerada contribuição que, criada em caráter provisório para beneficiar a Saúde, sob o prestígio do ministro Jatene, serviu para tudo, menos para a Saúde, fato que levou o seu patrono a deixar o ministério. Recorro a um dos nossos jornais de maior renome, para retratar uma situação: "A cada hora, cinco novas regras tributárias chegam à contabilidade das empresas brasileiras. Para colocá-las em prática, um batalhão de profissionais é acionado, softwares são alterados, e planilhas, refeitas. No fim do dia, a maratona para ficar em ordem com o Fisco já corroeu 1,16% do faturamento da empresa no período. Em um ano, a conta fica salgada. Levantamento da Fiesp mostra que as empresas gastam R$ 19,7 bilhões só com a burocracia do sistema tributário".
    Os dados arrolados nesse estudo são impressionantes, não posso repeti-los, como seria útil, o espaço me não permite. Essa tributação lateral ou oculta, como foi chamada, atinge coisa próxima de 20 bilhões em um ano: para ser exato são 19 bilhões e 700 milhões; pois bem, obviamente este ônus é transferido aos preços, sendo que na indústria chega a 40,3% do montante dos tributos. Como se explica essa respeitável participação do fisco na atividade econômica? Em 1988 eram 29.713 as normas tributárias, agora são 249.124. Não é preciso dizer mais. Se um flagelo ocorre em relação às empresas grandes, as menores não têm como defender-se dele e são as que mais sofrem com tamanha alucinação fiscal. Como o país pode ser competitivo no mundo em que se digladiam todas as forças do mercado e fora dele?

Breve História da Contabilidade Internacional
- http://www.administradores.com.br/informe-se/economia-e-financas/breve-historia-da-contabilidade-internacional/48768/

 
    O advento tecnológico possibilita que as informações sejam registradas, transmitidas e revisadas com velocidade e precisão inimagináveis anos atrás
    Vamos falar de uma fascinante disciplina chamada Contabilidade Internacional, tema de discussões permanentes na Fundação Santo André. Naturalmente, do mesmo modo que os negócios ganharam dimensões internacionais ao longo da história, a contabilidade também se desenvolveu. Como exemplo, o crescimento do comércio internacional na Itália no fim da Idade Média (e o desejo do governo de encontrar uma maneira para cobrar impostos pelas transações comerciais) levou à criação da escrituração contábil de partida dobrada, surgida em Veneza em 1942.
    Desde então, e em ritmo acelerado, as questões contábeis tornaram-se mais complexas. Nos idos de 1870, diante da crescente evolução de suas atividades comerciais, o império britânico constatou a necessidade de administrar e controlar as empresas nas colônias, por meio da revisão e verificação dos registros. Essa situação fez surgir uma profissão contábil pública organizada na Escócia e na Inglaterra. Desde então, há uma interação mútua entre auditores e consultores para encontrar procedimentos e técnicas contábeis que permitam a revisão e o relato de demonstrações financeiras precisas e compreensíveis.
    Além disso, o advento tecnológico possibilita que as informações sejam registradas, transmitidas e revisadas com velocidade e precisão inimagináveis anos atrás. A internet, algo ainda desconhecido no início dos anos 90, hoje é indispensável para a obtenção de informações financeiras internacionais.
    Paralelamente, percebeu-se que a contabilidade não atende somente aos interesses de gerentes e proprietários. Governos, grupos de consumidores e de mão de obra, ambientalistas e outros ativistas sociais e credores têm interesse nas atividades comerciais e precisam também ter acesso a dados financeiros precisos. O crescimento explosivo de transações no Exterior e o rápido aumento de companhias que buscam capital em mercados estrangeiros fizeram dos problemas contábeis internacionais um fato comum na vida das pessoas.
Contas chinesas
    Na arena da contabilidade global, a China é um importante personagem. No início de 2006, o Ministério das Finanças propôs uma nova normatização contábil para as empresas. Foram emitidos 39 pronunciamentos conhecidos como Accounting Standard for Business Enterprises. Enquanto o sistema antigo tinha como peça central a receita, os novos padrões introduzem o conceito da mensuração pelo Valor Justo, o que significa um relatório financeiro baseado mais no Balanço Patrimonial, assemelhado às IFRS e absorvendo experiências dos países desenvolvidos. No entanto, isto não deve ser entendido apenas como uma reprodução das IFRS, já que as características econômicas do país, em estágio de transformação, foram cuidadosamente levadas em consideração.
    Atingir a convergência é mais do que um passo à frente para tornar a cadeia das informações contábeis mais eficientes e garantir que, futuramente, haja uma melhora geral da auditoria na China. Tal convergência, efetivada em 1º de janeiro de 2007, contribuiu para promover uma reforma nas relações de negócios. Os benefícios são facilmente identificáveis. Primeiramente, as medidas ajudaram a garantir uma abertura positiva para a China, desenvolveram o mercado de capitais e criaram um modelo de competitividade internacional das empresas locais.
    As novas normas que convergem para o IFRS, com a adoção de uma linguagem de negócios geralmente aceita ao redor do mundo, auxiliam os usuários das informações financeiras a não ficarem "presos" a aspectos e buracos consequentes das discrepâncias dos antigos sistemas ou padrões. Tal procedimento facilita a comparação dos dados contábeis entre os países, torna as informações mais confiáveis e compreensíveis, além de possibilitar relações sem fronteiras das empresas chinesas.
    O novo padrão evidencia os impactos de fatores micros e macros nas entidades. Dessa forma, revela impactos potenciais das renovações financeiras do mercado, o que significa uma maior eficiência de preços e alocação de recursos no mercado de capitais. É possível ainda traçar uma análise mais compreensiva e completa das posições financeiras, aprimorando os controles internos. Esse modelo é mais robusto em termos de reconhecimento e mensuração contábil, com uma apresentação mais didática. Para as companhias listadas, esta implantação ajudou a tornar as informações mais transparentes e qualificadas.
    Um país varia em relação aos outros em ambiente econômico, sistema legal, conceitos culturais, nível de regulamentação, usuários da informação contábil, qualidade e competência dos profissionais da contabilidade. Por isso, a convergência não pode ser atingida sem que tais características e condições sejam consideradas. Além disso, convergência leva tempo. Para tanto, faz-se necessário um aprendizado que desenvolva a diversidade universal.
    Ao mesmo tempo, convergência significa interação. Não é um movimento em uma só direção, mas sim um processo de comunicação e constante aprendizado mútuo entre países e as organizações contábeis – o que exige um alto nível de normas para os profissionais de finanças corporativas das empresas.

ICMS é o tributo mais custoso
- http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2011/10/13/-icms-e-o-tributo-mais-custoso-18839.php

 
    Junto com as contribuições previdenciárias, o ICMS é o que mais gera dificuldade entre empresários, aponta sondagem da Fiepe
    Os empresários industriais de Pernambuco consideram o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e as contribuições previdenciárias os tributos mais prejudiciais à competitividade do setor. A constatação é da Sondagem Especial Tributação, elaborada no último mês de setembro pela Unidade de Pesquisas Técnicas da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Cerca de 65% dos entrevistados citaram esses dois tributos como os que causam os maiores impactos negativos à atividade de suas companhias.
    As empresas de pequeno porte foram as que mais reclamaram do ICMS e dos encargos previdenciários, apontando-os como os mais nocivos em uma lista de oito opções: PIS, Cofins, Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e Imposto Sobre Serviços (ISS). A pesquisa também buscou encontrar soluções para os atuais entraves tributários. Segundo a maioria das citações dos empresários (61,4%), a unificação das alíquotas de ICMS deveria ser prioritária em uma possível reforma do sistema de cobrança de impostos no Brasil.
    Simplificar os procedimentos e acabar com a cobrança nas fronteiras (feita na entrada de caminhões no Estado) e com a substituição tributária (regime onde o fabricante de determinado produto é que arca com o ICMS e não quem irá vendê-lo, utilizado para artigos de difícil fiscalização como cigarros e bebidas) foram outras sugestões dos empresários pesquisados.
    "Em síntese, os resultados da pesquisa mostram o retrato de uma estrutura tributária ultrapassada e inadequada aos desafios atuais do mundo corporativo, com sua alta exigência de competitividade e inovação, fazendo com que não só o Estado de Pernambuco como o Brasil perca competitividade e, consequentemente, mercado", comenta o texto da sondagem.



Bode expiatório
- Olavo de Carvalho - http://www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/12498-bode-expiatorio.html


    No caso brasileiro, nem toda a sociologia da USP somada pode ocultar a obviedade de que a manifesta descristianização da sociedade, da educação, da mídia e da cultura, tem algo a ver com o aumento da violência, da crueldade, do egoísmo e da insensibilidade.
    Que os brasileiros vêm-se tornando um povo de egoístas cínicos não é nenhuma grande novidade. Mas no Estadão de 9 de outubro o prof. José de Souza Martins explica o fenômeno como reação coletiva à falta de liberdade que a nação sofreu no período militar. Teríamos passado, segundo ele, da repressão à esculhambação. Apelar tão resolutamente à metáfora hidráulica de fluxo e refluxo como princípio explicativo já é, em si, um delito mental que não se deveria perdoar num sociólogo, especialmente quando este vem com o título de "professor emérito".
    O prof. Martins não recorreria a esse automatismo pueril se se não lhe desse a oportunidade de cumprir o mandamento número um do Decálogo Uspiano: lançar a culpa de tudo, sempre e invariavelmente, na maldita ditadura.
    Infelizmente essa intenção devota esbarra em alguns obstáculos invencíveis. Metade da população brasileira tem menos de 30 anos e não pode ter sofrido nenhuma privação de liberdade num regime que terminou duas décadas e meia atrás. O que essa gente sabe da ditadura é o que lhe foi transmitido por professores, jornalistas e artistas de TV – os "intelectuais" no sentido elástico que Antonio Gramsci dá ao termo. O mau comportamento dos brasileiros não pode portanto ser uma reação direta a experiências de trinta ou quarenta anos atrás, mas o resultado da educação que receberam, das crenças e reações que aprenderam.
    Se alguém achou que as incomodidades sofridas no período militar justificavam a permissão para a busca irrefreada de satisfações egoístas como uma espécie de compensação psicológica, foram os "intelectuais", não a população em geral. Esta limitou-se a praticar o que eles lhes ensinaram – e quando o resultado começou a aparecer, com sua feiúra deprimente, logo veio um porta-voz dos "intelectuais" para fazer o que eles costumeiramente fazem: apagar as pistas de suas próprias ações, jogar as culpas nos outros e aproveitar o desastre como oportunidade para reforçar sua autoridade de conselheiros da nação.
    Mas também é errado imaginar que dentro do próprio círculo de "intelectuais" uma ética de auto-indulgência viesse como resposta a uma situação local especialmente opressiva. Na década de 60, a onda hedonista brotou simultaneamente em dezenas de países, a maioria dos quais não passou por ditadura militar nenhuma.
    Nos focos principais de onde a moda irradiou – a França e os EUA –, os mais extremados apologistas do "prazer" desfrutavam não só de uma liberdade invejável, mas de financiamentos bilionários vindos das altas esferas do establishment (a história de Alfred Kinsey é modelar: v. Judith Reisman, Kinsey: Crimes and Consequences, Institute for Media Education, 3rd. ed., 2003). Não faz sentido atribuir a causas locais um fenômeno de escala universal.
    Os "intelectuais" da taba aderiram à ideologia do prazer porque quiseram, porque era a moda internacional, e não porque a isso os forçasse o governo militar. Quando a repassam a jovens e crianças nas escolas, estão apenas formando as novas gerações à sua imagem e semelhança – sempre, é claro, com o cuidado de se isentar preventivamente de qualquer responsabilidade pelas eventuais consequências adversas.
    Ademais, a análise do prof. Martins erra também por anacronismo. O culto do prazer a todo preço não surgiu no Brasil após o advento da Nova República, mas já nos anos 60, fomentado não só pela influência das modas culturais importadas, mas por toda uma militância local onde se destacaram importantes órgãos de mídia como Realidade, Nova e Cláudia, sem contar uma infinidade de publicações menores como O Pasquim, Ex, Rolling Stone, Flores do Mal e não sei mais quantas, todas dirigidas por ativistas de esquerda empenhados em destruir o capitalismo por via vaginal, o cristianismo por via anorretal ou ambos por via dupla. Uma coisa não pode ser reação tardia a outra coisa quando ambas acontecem simultaneamente.
    Para piorar, o prof. Martins não assinala como sintoma da desordem moral nacional só a busca de satisfações imediatas a todo preço, mas também a cobiça financeira, a sede de bens materiais. Ora, como é possível explicar esse fenômeno como reação de alívio subsequente a uma situação repressiva, e ao mesmo tempo acusar a ditadura de ter fomentado o espírito capitalista, o consumismo, o culto da mercadoria e o império da "lei de Gérson"?
    Ou a ditadura incentivou as pessoas a subir na vida por meio do capitalismo ou as inibiu de fazer isso, alimentando nelas um desejo insatisfeito a que só puderam dar vazão na Era Lula. As duas coisas ao mesmo tempo, não pode ser.
    Na era Lula, a maior distribuição de renda é vista como inclusão social. No tempo dos militares, do "Brasil Grande", a febre de compras era criticada como consumismo fácil pela esquerda. Falando em Era Lula, também não faz sentido louvar o governo petista por ampliar a participação popular no mercado interno (à custa, diga-se en passant, de um endividamento nacional suicida) e ao mesmo tempo reclamar contra a avidez com que os novos consumidores se lançam à conquista de bens a que antes não tinham acesso. Ninguém sai comprando tudo quanto é bugiganga eletrônica só para se vingar de uma ditadura da qual mal ouviu falar.
    Aliás, no tempo dos militares ocorreu ascensão social idêntica (o então chamado "milagre brasileiro"), resultando em idêntica febre de consumo. Mas, na ocasião, os porta-vozes da esquerda não se lembraram de festejar a inclusão social maciça que isso representava (maior, proporcionalmente, do que tudo o que os tão badalados programas sociais do governo Lula viriam a realizar). Ao contrário: concentraram suas baterias no ataque moralista ao "consumismo", como se fosse causa sui e não efeito da melhor distribuição de renda.
    Quando o mesmo fenômeno se repete em pleno apogeu do lulismo, como fazer para louvar a distribuição de renda sem culpar o governo pelo consumismo resultante? É fácil: desvincule a causa do efeito e debite este último na conta de um governo de trinta anos atrás.
    Se isso é sociologia, eu sou o José de Souza Martins em pessoa. E olhem que, dos sociólogos uspianos, ele não é o pior. Até os exemplos que o emérito escolhe para ilustrar a maldade dos corações brasileiros são erros de perspectiva. Motoristas que atropelam pessoas e só tratam de evadir-se da punição legal, sem a mínima piedade pelas vítimas, são decerto tipos execráveis, mas sua insensibilidade é titica de galinha num país onde de quarenta a cinquenta mil pessoas são assassinadas anualmente com a ajuda de organizações queridinhas do partido governante e não se ouve sequer um debate a respeito.
    Nossos "intelectuais" esbravejaram mais contra 25 mil baixas na guerra do Iraque do que contra violência mortífera duplamente maior que se comete contra seus próprios compatriotas a cada 365 dias. Será demasiado concluir que seu ódio aos Estados Unidos é infinitamente mais intenso que seu amor ao povo brasileiro?
    E por que raios uma geração de pessoas educadas nessa mentalidade deveria ser um primor de bons sentimentos?
    O prof. Martins reclama: "Falta uma bolsa de valores sociais, que meça diariamente quanto perdemos de nós mesmos, de nossa dignidade, de nossa autoestima, da estima e do respeito pelo outro." Tem razão, mas a medição diária é impossível sem uma escala constante do valor que se mede. Ao longo da história brasileira, essa escala foi uma só e a mesma, desde a chegada de Pedro Álvares Cabral até o advento da "Nova República": o cristianismo.
    O prof. Martins talvez acredite em moralidade sem religião, mas há de reconhecer que uma civilização integralmente "laica" (termo errado, mas usual) é uma hipótese futura e não realidade historicamente constatável. E, no caso brasileiro, nem toda a sociologia da USP somada pode ocultar a obviedade de que a manifesta descristianização da sociedade, da educação, da mídia e da cultura, tem algo a ver com o aumento da violência, da crueldade, do egoísmo e da insensibilidade.
    Para fugir às suas responsabilidades históricas, os "intelectuais" tapam os olhos até às consequências mais óbvias e patentes das escolhas a que se entregam com todo o furor entusiástico da paixão militante.
    Numa época em que a mera fantasia sexual é considerada oficialmente mais valiosa, mais digna, mais merecedora da proteção estatal do que o sentimento religioso da população, é ridículo esperar que o senso dos valores não acabe se dissolvendo numa névoa turbulenta e que a confusão resultante não se traduza em atos de maldade cotidiana cada vez mais aceitos como normais e improblemáticos.
    E não é preciso nenhuma bolsa de valores para saber de onde vem a perda: o Brasil que escandaliza os sentimentos do prof. Martins é criação exclusiva da sua geração de "intelectuais". Qualquer reclamação que venha dessa fonte é uma mera camuflagem de culpas, é mero sacrifício ritual de um bode expiatório prêt-à-porter.

Curiosidades/Relaxe
  Férias fazem bem à saúde
    Se você é do tipo workaholic e não pára nunca, aqui vai um bom motivo para você não mais deixar as férias de lado. Períodos de descanso de tempos em tempos não são apenas agradáveis, como também fazem um grande bem à saúde. Estudos da Universidade de Nova Iorque feitos com 12 mil homens com tendências a problemas cardíacos durante nove anos mostraram que aqueles que tiram suas férias regularmente possuem menos risco de morte. Além disso, as férias contam como importante fator na redução do estresse, causa bem conhecida de diversas outras doenças. Suspeita-se que o principal motivo pelo qual as férias possuem esses efeitos milagrosos é o fato de disporem às pessoas mais tempo para exercícios e interação com família e amigos.

O americano Tom Blind era capaz de repetir sem erros qualquer trecho musical ou escrito que lhe fosse pronunciado
    Há coisas assombrosas na deficiência mental. O americano Tom Blind jamais conseguiu aprender a falar, mas era capaz de repetir imediatamente qualquer som que ouvisse. Blind era capaz de reproduzir, sem faltar uma sílaba, extensos trechos que lhe fossem lidos, em qualquer idioma, vivo ou morto. Ou então, tocar no piano qualquer melodia, por mais difícil que fosse, sem trocar uma nota sequer. 



O burro disimpacô
    Ia um minerin montado num burro e numa determinada altura o burro empacou!
    Diz o Minerin:
    - Esse burro fidumaputa impacô e eu é que vô levá essa carga toda sozim nas costa? Vô nada! Vô é falá com o mecânico, causdiquê se ele sabe fazê um carro andá, intonse deve sabe fazê um burro andá tumbém.
    E dirigiu-se a uma oficina próxima, onde falou pro mecânico: -
    Ô Sinhô mecânico! Meu burro parô, impacô e precisu de sua ajuda.
    O mecânico respondeu:
    - Minerin, eu vou te dar dois supositórios: um de pimenta-de-cheiro e outro de malagueta. Você mete o primeiro supositório no tóba do burro. Se mesmo assim ele não andar, você mete o de malagueta. Mas cuidado que ele pode acelerar demais...
    - Ta bem, Seu mecânico, eu vô sigui seus conseio...
    No outro dia o mecânico encontra o mineirinho e pergunta:
    - Então minerin, o burro andou?
    - Se andô?!?! PQP, eu pus o primeiro supositório no fiofó do burro... E se não boto o de malagueta no meu, nunca mais que eu pegava o bicho

VIRGINDADE MODERNA
    Primeira noite dos recém-casados. Na cama, a moça diz ao rapaz:
    - Sabe, amor, eu não disse a você, mas eu não sei fazer nada de nada!
    - Não se preocupe, minha linda!
    - Você tira a roupa, deita sobre a cama e deixa que eu faço o resto!
    E ela, muito meigamente, responde:
    - Não, amor!
    - Trepar, eu trepo bem pra cacete, desde os 12 anos.
    - O que eu não sei é: lavar, passar, cozinhar, arrumar casa, etc....

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lucro presumido está com limite defasado desde 2002 e necessita atualização -> Decisão afasta ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins -> 5 truques de Engenharia Social que os golpistas usam para enganar você ->O lulismo amordaçou o Brasil


HÁ CINCO ANOS
Con la medida que mides te han de medir

Na vida é assim: uns armam o circo, outros batem palma

Lucro presumido está com limite defasado desde 2002 e necessita atualização - http://www.rondoniadinamica.com/arquivo/lucro-presumido-esta-com-limite-defasado-desde-2002-e-necessita-atualizacao-,29320.shtml

    É de conhecimento geral que as empresas gastam 2.600 horas anuais (1) para cumprimento das obrigações tributária
    A teimosia da equipe econômica do Governo Federal em manter desatualizados os valores pertinentes à Legislação do Imposto de Renda vem prejudicando não somente os contribuintes pessoas físicas, mas influenciando em muito a pesada carga tributária suportada pelos contribuintes pessoas jurídicas.
    É de conhecimento geral que as empresas gastam 2.600 horas anuais (1) para cumprimento das obrigações tributária, sendo que o Brasil ocupa o 1º lugar em pesquisa envolvendo 183 países, quase o dobro de horas do segundo colocado, Camarões, com 1400 horas.  Apesar de estarmos vivenciando a operacionalidade do sistema tributário brasileiro quase totalmente informatizado e on-line, destacando o SPED fiscal, a complexidade do cipoal de normas tributárias em vigor dificulta a operação do sistema, até para os órgãos do Governo responsáveis pelos controles fiscais (SRF e PGFN).
    Enquanto a SRF atualiza os débitos em aberto pela SELIC, que de janeiro 2002 a outubro 2011 já mostra um percentual de 135,45%, omite em corrigir valores que, de alguma forma, possam facilitar ou beneficiar o universo de contribuintes: Pesos e medida diferentes.
    Entre os diversos valores desatualizados pela Legislação Federal encontramos o limite para as pessoas jurídicas optarem pela tributação pelo LUCRO PRESUMIDO congelado desde o ano de 2002 (2). A atualização deveria atingir, inclusive, um novo valor para o adicional (3) do imposto de renda devido pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido que é calculado mediante a aplicação do percentual de 10% (dez por cento) sobre a parcela do lucro presumido que exceder ao valor de R$60.000,00 (sessenta mil reais) em cada trimestre.
    Enquanto a legislação é estática a economia é dinâmica e, com o passar dos anos e com a ocorrência do fenômeno inflacionário, tornando o conteúdo legislativo defasado no tempo e ineficaz para a consecução de seus objetivos, trazendo prejuízos para vários setores da economia.
    O congelamento dos valores relativos ao lucro presumido, dada a inflação ocorridas no últimos 9 anos, levou muitas empresas a se desenquadrar em do sistema de tributação de forma presumida, que, entre outras vantagens, é mais fácil de operar e de se entender, além de inibir  o crescimento dos pequenos empresários, responsáveis por 72% dos postos de trabalho com carteira assinada neste País. Segundo dados do Sebrae esse percentual pode atingir 76% já em 2011 (4).
    É recorrente que o sistema Lucro Presumido é mais viável para os pequenos negócios, tanto pela menor burocracia quanto pela operacionalidade por parte dos Contabilistas e Empresários, aliviando o custo administrativos das empresas, tornando-as mais competitiva no mercado, principalmente se os comparamos com o que ocorre na globalização vivenciada pela economia mundial.
    No momento em que se discute no Congresso Nacional a atualização do limite do valor para as empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL se vê como oportuno a discussão e aprovação do NOVO VALOR limite para a forma menos burocrática e mais viável para os pequenos empreendimentos.
    De carona, o Congresso Nacional poderia consolidar, num único texto, toda a legislação que envolve a tributação do Lucro Presumido espalhada em 20 textos legais (5).
    Um NOVO LIMITE, atualizado para os tempos atuais, trará ganhos tanto para a economia, tais como o crescimento das pequenas empresas em época de crise mundial e aumento da oferta de postos de trabalho formalizados como no incremento da tributação, esta em conseqüência da simplificação da fiscalização por parte da SRF que, forçosamente, vai liberar um bom número de técnicos e auditores fiscais para estarem à disposição para a fiscalização dos grandes contribuintes ou para prevenir sonegações.
    A atualização dos valores concernentes à tributação do Lucro Presumido, ainda em 2011, certamente servirá como proteção aos pequenos empresários contra os efeitos da crise financeira mundial que se vislumbra: Servirá como uma vacina para os empreendedores nacionais além da proteção aos postos de trabalhos formais já existentes.
    É preciso que os órgãos representativos das Classes Empresariais pressionem o Governo e ao Congresso Nacional para aprovarem a atualização dos valores inerentes ao Lucro Presumido, urgente!

Decisão afasta ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/010192042264432

    Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julga um dos principais embates tributários do País, a inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), os juízes de primeira instância voltaram a analisar os processos sobre o tema, na grande maioria das vezes negando os pedidos dos contribuintes. No entanto, decisão de mérito da 16ª Vara Cível Federal de São Paulo, assegurou a uma empresa do setor farmacêutico a exclusão do ICMS na base de cálculo.
    A decisão, que ainda garantiu a compensação das quantias indevidamente recolhidas nos últimos cinco anos após o trânsito em julgado, tem sido rara na primeira instância. "Os advogados não estão tendo êxito desde que a questão voltou a ser julgada", afirma o advogado José Antenor Nogueira da Rocha, do Nogueira da Rocha Advogados e responsável pelo caso. "De todas as nossas ações, todas já foram julgadas e essa foi a única sentença favorável", diz o advogado.
    Para ele, a decisão pode levar a primeira instância a mudar de posicionamento e passar a entender, como a juíza da 16ª Vara Cível, que o ICMS não pode ser confundido com faturamento ou com receita para inclusão na base de cálculo dos tributos.
    A primeira e segunda instâncias voltaram a julgar o tema após ter vencido, em outubro de 2010, o prazo dado pelo Supremo para suspender o julgamento das ações. O STF vai decidir o caso na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 18, ajuizada estrategicamente pelo governo em outubro de 2007 após a Corte, em outro processo sobre o tema (Recurso Extraordinário 240.785), já ter seis votos favoráveis ao contribuinte - um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento e a União, praticamente derrotada, entrou com a ação. Na ADC, o governo pede que seja declarado constitucional dispositivo da Lei 9.718/98, que alargou a base de cálculo do PIS e da Cofins e inclui nela o ICMS.
    Desde o fim do limite estipulado pelo STF, diversas varas federais do País entraram com petições solicitando informações para a Corte sobre a renovação do prazo de suspensão das demandas em tramitação ou se a ação em curso no local pode ser julgada. Além disso, já houve pedido para que o julgamento começasse brevemente.
    O impacto financeiro está no centro do debate: caso os contribuintes vençam a queda de braço no STF, o baque nas contas do governo seria de R$ 15 bilhões por ano. O valor pode chegar a R$ 90 bilhões se valores pagos nos últimos cinco anos tiveram que ser compensados.
    Alguns juízes, após vencer o prazo para suspensão, aguardaram posicionamento do STF, mas voltaram a julgar a questão para desafogar o estoque.
    Maruan Abulasan Junior, do Braga & Moreno Consultores Advogados, afirma que os juízes que não retomaram o julgamento dos processos devem fazê-lo ainda esse ano. Segundo ele, porém, a controvérsia permanece. "Alguns juízes têm dado ganho de causa aos contribuintes, com decisões favoráveis nos Tribunais Regionais Federais da 1ª e 3ª Região. Mas muitos magistrados ainda levam em conta entendimento antigo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), as súmulas 68 e 94, hoje já superadas", diz.
    Para o advogado, a questão está paralisada na última instância, com o RE e a ADC, e a questão deve continuar sendo levada até o STF, que dará a palavra final.
    No caso julgado em São Paulo, a empresa ia contra o ICMS na base do PIS e Cofins porque o tributo não constitui faturamento ou receita. A decisão entendeu que o valor correspondente ao ICMS é destacado nas notas fiscais, após a realização do fato gerador, e repassado para os estados.
    "Ainda que haja hipotético ingresso de valores do ICMS nos cofres da empresa, não se pode olvidar que tais quantias deverão ser repassadas ao erário dos estados, a quem efetivamente pertence referidas receitas, por destinação constitucional, ficando a cargo do contribuinte apenas o ônus de sua arrecadação", diz a sentença. "A base de cálculo é única e diz respeito ao que faturado, ao valor da mercadoria ou do serviço, não englobando, por isso mesmo, parcela diversa. Se alguém fatura ICMS, esse alguém é o Estado e não o vendedor da mercadoria", completa a juíza.
    Para ela, a própria Lei 9.718/98 (artigo 2º e 3º) excluiu da base de cálculo do PIS e da Cofins, a parcela referente ao ICMS quando cobrado pelo vendedor dos bens ou prestador dos serviços na condição de substituto tributário, "do que se deduz ser igualmente indevida a sua cobrança quando recolhida fora desse regime."
    Levou-se em consideração que a tese da ação já foi acolhida pela maioria dos ministros do Supremo, no julgamento do RE. "Embora ainda não finalizado o julgamento do recurso, seis dos onze ministros acompanharam o voto do relator, o que demonstra uma tendência [se não uma certeza] à exclusão do ICMS da base de cálculo da Cofins [e do PIS, por extensão]", destaca a decisão, disponibilizada em 5 de outubro.

5 truques de Engenharia Social que os golpistas usam para enganar você - http://idgnow.uol.com.br/seguranca/2011/09/30/5-truques-de-engenharia-social-que-os-golpistas-usam-para-enganar-voce/

    Especialistas em segurança indicaram quais os principais novos esquemas para roubar seu dinheiro na Internet; ataques estão cada vez mais personalizados.
    Você agora pode conhecer o bastante sobre tecnologia para saber que se trata de um golpe quando um amigo chega no Facebook dizendo que foi assaltado em algum lugar e precisa desesperadamente de dinheiro. Mas os "engenheiros sociais" – criminosos que criam esses esquemas para tentar te enganar, estão sempre um passo à frente.
    Os ataques de engenharia social estão ficando cada vez mais específicos, de acordo com Chris Hadnagy, autor do livro Social Engineering: The Art of Human Hacking. “Os ataques direcionados estão proporcionando melhores resultados aos engenheiros sociais”, diz.
    Isso significa que eles podem precisar trabalhar mais para descobrir informações pessoais, e que isso pode levar mais tempo, mas a recompensa geralmente costuma ser maior.
    “Os ataques agora não são apenas um esforço amplo de spams, enviando um milhão de e-mails com uma oferta de Viagra”, afirma Hadnagy. “Existem agora ataques individuais em que eles vão atrás das pessoas separadamente, uma por uma.”
    Confira abaixo cinco novos golpes de engenharia social na web que empregam muito mais envolvimento individual:
1) “Somos da equipe de suporte da Microsoft – queremos ajudar” ("This is Microsoft support – we want to help")
    Hadnagy afirma que um novo tipo de ataque tem atingido muitas pessoas ultimamente. Ele começa com uma ligação telefônica em que alguém afirma ser do serviço de suporte da Microsoft e diz que está ligando por causa de um número anormal de erros que teriam origem no seu computador.
    “A pessoa do outro lado da linha diz que quer ajudar na solução porque há uma falha e eles tem feito ligações para usuários licenciados do Windows”, explica Hadnagy. “Faz sentido; você é um usuário licenciado do Windows, tem uma máquina com Windows e ela quer provar isso para você.”
    A pessoa que ligou diz para a vítima ir até o event log (visualizador de eventos) da máquina e a acompanha pelos passos até chegar ao log do sistema.
    “Todo usuário do Windows terá dezenas de erros neste log, simplesmente porque acontecem pequenas coisas; um serviço trava, algo não inicializa. Sempre existem erros”, afirma Hadnagy. “Mas quando um usuário sem experiência abre isso e vê todos esses erros, parece assustador.”
    Nesse ponto, a vítima está desesperadamente pronta para fazer qualquer coisa que o suposto funcionário do “suporte” pedir. O engenheiro social então aconselha-os a ir até o site Teamviewer.com, um serviço de acesso remoto que dá a ele controle da máquina.
    Uma vez que o cracker tiver acesso à máquina por meio do Teamviewer, ele pode então instalar algum tipo de rootkit ou outro tipo de malware que permitirá a ele ter acesso contínuo ao sistema, afirma Hadnagy.
2) “Faça uma doação para ajudar as vítimas do (alguma tragédia)!” ("Donate to the hurricane recovery efforts!")
    Golpes de doações para caridade têm sido um problema há anos. A todo momento temos desastres de grandes proporções no mundo, como o terremoto no Haiti ou tsunami no Japão, e os criminosos rapidamente entram no jogo e lançam sites falsos de doações. A melhor maneira de evitar isso é indo a uma organização conhecida e de boa reputação, como a Cruz Vermelha, e iniciar o contato por conta própria se quiser fazer uma doação. No entanto, Hadnagy afirma que surgiu há pouco tempo um tipo particularmente desprezível de golpe de engenharia social direcionado para pessoas que possam ter perdido parentes ou amigos em desastres naturais.
    Neste exemplo, Hadnagy diz que, entre 8 e 10 horas após o incidentes, o site aparece dizendo ajudar a encontrar pessoas que possam ter desaparecido no desastre. Eles alegam ter acesso as bases de dados do governo e informações de recuperação. Normalmente os engenheiros não pedem por informações financeiras, mas exigem nomes, endereços e informações de contato, como números de telefone e e-mail.
    “Enquanto você está esperando para ouvir sobre a pessoa, recebe um pedido de doação para caridade”, diz Hadnagy. “A pessoa da suposta instituição de caridade normalmente vai iniciar uma conversa e dizer que está coletando contribuições porque tem uma relação mais passional com a causa porque perdeu um membro da família em um desastre parecido. Secretamente, eles sabem que a pessoa que contataram também já perdeu alguém, e isso ajuda a criar uma suposta camaradagem.”
    Tocada pela pessoa que entrou em contato, a vítima então oferece um número de cartão de crédito pelo telefone para fazer a doação para "caridade".
    “Agora eles tem seu endereço, seu nome, nome do seu parente e também do seu cartão de crédito. Basicamente todas as informações que eles precisam para cometer um roubo de identidade”, explica Hadnagy.
3) “Sobre sua inscrição para a vaga de emprego...” ("About your job application...")
    Tanto pessoas buscando empregos quanto empresas de recrutamento estão sendo atacadas por engenheiros sociais.
    “Esse é um golpe perigoso, para os dois lados”, afirma Hadnagy. “Seja a pessoa buscando trabalho ou a companhia postando novas vagas, ambas as partes estão dizendo ‘estou disposto a aceitar arquivos anexos e informações de estranhos.”
    De acordo com um alerta do FBI, mais de US$ 150 mil foram roubados de uma empresa americana por meio de uma transferência não-autorizada como resultado de um e-mail com malware que a companhia recebeu a partir de uma oferta de emprego.
    “O malware estava incorporado em um e-mail de resposta a uma vaga de emprego que a companhia colocou em um site de recrutamento e permitiu ao cracker conseguir as credenciais bancárias online da pessoa que estava autorizada a realizar transações financeiras na companhia”, afirma o aviso do FBI. “O invasor alterou as configurações da conta para permitir o envio de transferências protegidas, sendo uma para a Ucrânia e duas para contas domésticas.”
4) “@pessoanoTwitter, o que você pensa sobre o que a Dilma disse sobre #desemprego? http://shar.es/HNGAt” ("@Twitterguy, what do you think about what Obama said on #cybersecurity? http://shar.es/HNGAt")
    Os engenheiros sociais estão observando o que as pessoas estão tuitando e usando essa informação para realizar ataques que parecem mais críveis. Uma maneira disso acontecer é na forma de hashtags populares, de acordo com a companhia de segurança Sophos. Na verdade, o início da nova temporada da série “Glee” no começo deste mês na Inglaterra fez com que os cibercriminosos “sequestrassem” a hashtag #gleeonsky por várias horas. A operadora de TV por assinatura Sky pagou para usar a hashtag como uma forme de divulgar a nova temporada, mas os spammers tomaram conta dela rapidamente e começaram a incorporar links maliciosos nos tuítes com o termo.
    “Obviamente que os spammers podem escolher redirecionar para qualquer site que quiserem uma vez que você tenha clicado no link”, afirma o consultor sênior de tecnologia da Sophos, Graham Cluley. “Poderia ser um site de phishing desenvolvido para roubar suas credenciais no Twitter, uma farmácia falsa ou um site pornô.”
    “Acho que veremos ainda mais ataques desse tipo em mídias sociais por causa da maneira como as pessoas clicam nesses links”, afirma Hadnagy.
5) “Saiba como ter mais seguidores no Twitter!” ("Get more Twitter followers!")
    A Sophos também faz um alerta sobre serviços que dizem conseguir mais seguidores no Twitter. De acordo com Cluley, serão cada vez mais comuns mensagens como “QUEREM MAIS SEGUIDORES? EU VOU TE SEGUIR DE VOLTA SE VOCÊ ME SEGUIR – (LINK)”.
    Clicar nesse link leva o usuário para um serviço na web que promete conseguir muitos novos seguidores.
    O próprio Cluley criou uma conta teste para ver o que acontecia.
    “As páginas pedem para você digitar seu nome de usuário e senha do Twitter”, afirma Cluley em um post no blog sobre o experimento. “Isso deveria fazer você sair correndo – por que um site de terceiros deveria pedir suas credenciais? O que os donos dessas páginas estão planejando fazer com seu nome de usuário e senha? É possível confiar neles?”
    Cluley também colocou que o serviço admite não ser apoiado ou afiliado ao Twitter, e que para usar o serviço, você precisar autorizar o aplicativo a acessar sua conta. A essa altura, todas as garantias de segurança e uso ético já eram, afirma o especialista. O próprio Twitter avisa aos usuários para tomarem cuidado com esses serviços em sua página de informações de ajuda.
    “Quando você fornece seu nome de usuário e senha para outro site ou aplicativo, está passando o controle da sua conta para outra pessoa”, explica uma das regras do Twitter. “Elas podem então postar atualizações e links duplicados, maliciosos ou spam, enviar mensagens diretas não desejadas, seguir outros usuários de modo agressivo, ou violar outras regras do Twitter com a sua conta. Alguns aplicativos de terceiros já foram implicados em atos de comportamento de spam, fraude, venda de nomes de usuários e senhas e golpes de phishing. Por favor, não forneça seu nome de usuário e senha para aplicativos de terceiros que você não conheça ou tenha pesquisado com cuidado antes.”

O lulismo amordaçou o Brasil - http://www.puggina.org/

    É preciso reconhecer. A mitificação de Lula no nível que alcançou só poderia ocorrer mediante o invulgar conjunto de circunstâncias que alia características pessoais do líder; notáveis estratégias de poder e de comunicação social; circunstâncias internacionais favoráveis à economia brasileira; manutenção, durante boa parte de seu governo, das políticas de responsabilidade fiscal iniciadas com Itamar Franco; dotação de significativos recursos para o programa Bolsa Família; simpatia internacional ao perfil do "operário no poder cuidando dos pobres". E por aí vai.
     Oitenta e tantos por cento de aprovação no mercado interno, a condição de celebridade internacional e a louvação da mídia mundial compõem um irresistível quadro de mitificação que colocam Lula num altar onde só se pode depositar flores. Critique quem quiser no país, mas não faça isso com Lula. Pega muito mal e retira de você credibilidade para qualquer outra coisa que pretenda dizer. É inútil mostrar que o governo petista se encaminha para fechar uma década com o país ostentando os piores indicadores, seja entre os membros do BRIC, seja entre nossos vizinhos da América Ibérica: a economia que menos cresce, a maior taxa de juros, a menor taxa de investimento, a maior inflação e a maior carga tributária. E as funções essenciais do governo (Educação, Saúde, Segurança e Infraestrutura) numa precariedade que ninguém, em sã consciência, deixará de reconhecer. São afirmações inúteis. Tudo se passa como se, depois de oito anos no poder, Lula nada tivesse a ver com isso. A ele, apenas créditos.
     No entanto, há débitos pesados na conta do lulismo instilado ao país. Em artigos anteriores, tenho afirmado que a política exige senso de realidade, que os bons estadistas são pessoas realistas, são pessoas afastadas de utopias e devaneios e interessadas em respostas corretas para duas interrogações essenciais: qual é o problema? qual é a solução? Nesse sentido, reconheça-se, ao romper com os delírios esquerdistas do PT, Lula conseguiu acertos e afastou-se de muitos erros.
    Mas na política, o realismo de Lula tornou-se cínico, desprovido de restrições de ordem moral. Abrigou à sombra do poder as piores figuras da política nacional. Não apenas as acolheu. Foi buscá-las para compor a base do governo. Entregou-lhes poder, cargos, fatias do orçamento e poderosas empresas estatais. Teve olhos cegos e ouvidos moucos para as patifarias que proliferaram do topo à base da pirâmide do governo. Seu partido, quando na oposição, brandia indignações morais, pedia CPI para carrocinha de cachorro quente e levantava suspeições sobre a honra de quem se interpusesse no seu caminho. No poder, foi o que se viu, o que ainda hoje se vê, e o quanto já veio à superfície nos primeiros meses da presidente Dilma, sob silêncio conivente das instrumentalizadas organizações sociais cuja boca foi emudecida por cargos e recursos públicos.
    A corrupção, casada em união estável e comunhão de bens com a impunidade, alcançou níveis sem precedentes. Estudo da Fiesp adverte para o fato de que ela consome algo entre 1,4% a 2,3% do PIB e custa cerca de R$ 69 bilhões nas contas da gatunagem fechadas a cada réveillon. A nação chegou ao fastio e à náusea dos escândalos de cada dia. Há uma indignação silenciosa. Ensaiam-se mobilizações de repulsa à corrupção. Mas elas são escassas, pequenas e de utilidade duvidosa. Por quê? Porque a corrupção pode ter filiais até na mais miserável prefeitura do país, mas a matriz está onde está a grana grossa, no poder central da República, para onde convergem todos os cargos, todas as canetas pesadas, todas as decisões financeiras, todos os contratos realmente significativos. E 23% do PIB nacional. O resto é resto.
     Mas não há como apontar o dedo nessa direção sem atingir em cheio o peito de quem, durante oito anos, desempenhou a mesma função de seus antecessores. E a estes, Lula, seu partido e fieis seguidores, sistematicamente, responsabilizavam por toda desonestidade existente no país. Quem quer que sentasse para governar, logo vinha o "Fora Collor", o "Fora Sarney", o "Fora FHC". Alguém sabe me dizer por que, de repente, a corrupção não tem nome próprio nem governo definido? Eu sei. O lulismo amordaçou a moralidade nacional.

Curiosidades/Relaxe

Primeiros macacos a andar de pé viveram há mais de 4 milhões de anos
    Fósseis achados no Quênia, entre 1995 e 1997, revelam que os primeiros macacos a andar de pé viveram há mais de quatro milhões de anos. A descoberta faz recuar em 500 mil anos a data que se tinha como correta até agora. Os restos fósseis constam de uma tíbia (osso da perna) e de um úmero (osso do braço).

Misteriosa capacidade mental de deficientes
    A ciência não consegue explicar porque alguns deficientes possuem extraordinária capacidade para realizar cálculos mentais ou memorizar sons. Na Alemanha, havia um excepcional, absolutamente incapaz de entender qualquer coisa, que gastou exatos 54 segundos para multiplicar 79 milhões 532 mil 853 por 93 milhões 757 mil 479. Outro deficiente, Tom Fuller, que vivia nos Estados Unidos, levou dois minutos para responder que havia 47 milhões e 304 mil segundos em um ano e meio.

Um jovem vai à igreja se confessar: * Padre, eu toquei nos seios da minha namorada. * Você tocou por cima ou por baixo da blusa dela? - pergunta o padre. - Foi por cima da blusa dela, padre. - responde o jovem. * Você é muito bobo! Por baixo da blusa, a penitência é a mesma!!
   
O velho acaba de morrer. O padre encomenda o corpo e se rasga em elogios: * O finado era um ótimo marido, um excelente cristão, um pai exemplar!!... A viúva se vira para um dos filhos e lhe diz ao ouvido: * Vai até o caixão e veja se é mesmo o seu pai que tá lá dentro...


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Aviso prévio de até 90 dias começa a valer hoje -> SC lidera movimento contra Normas Internacionais de Contabilidade -> O Brasil está caro -> Democracia normal e patológica – II


HÁ CINCO ANOS
Notícia boa, corre; notícia ruim, voa

Quien más tiene, más quiere

 
Aviso prévio de até 90 dias começa a valer hoje
- Fonte: (UOL) Publicado em: 13 de outubro de 2011

    Entra em vigor a partir desta quinta-feira (13) a nova regra que concede aviso prévio de até 90 dias para demissões sem justa causa, dependendo do tempo de trabalho. A lei foi sancionada sem vetos pela presidente Dilma Roussef na última terça (11).
    Até então, os trabalhadores tinham direito a, no máximo, 30 dias de aviso prévio.
    De acordo com o texto, o aviso prévio que o empregador deve conceder em caso de demissão passa a ser proporcional ao tempo de trabalho na empresa. Para quem tem até um ano de casa, nada muda, continuando os 30 dias até então previstos na Constituição.
    Depois que completar um ano no emprego, o trabalhador ganha três dias a mais de aviso prévio para cada ano de serviço, podendo chegar a até 90 dias.
    Nova regra pode prejudicar trabalhador que pedir demissão
    No caso em que o próprio empregado pedir demissão, a ampliação do prazo poderá resultar em indenizações menores ou em um maior período em que o trabalhador é obrigado a ficar na empresa, sem poder procurar outro emprego.
    O alerta é do especialista em direito trabalhista do Instituto dos Advogados de São Paulo (Iasp) João Armando Amarante.
    Segundo ele, isso decorre do fato de que o aviso prévio é aplicado de forma bilateral, onerando tanto a empresa quanto o trabalhador, conforme a situação. “A parte que rompeu o contrato terá de arcar com a indenização, seja o patrão que demitiu, seja o empregado que pediu para sair”, explica.
    Mudança divide opinião de centrais sindicais
    A aprovação da nova regra dividiu opiniões entre as maiores centrais sindicais brasileiras.
    Enquanto a Central Única dos Trabalhadores (CUT) considerou a medida insuficiente.
    Por outro lado, a Força Sindical, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) avaliaram que o texto poderia ser melhorado, mas que já garante mais direitos aos trabalhadores.

SC lidera movimento contra Normas Internacionais de Contabilidade
- http://www.economiasc.com.br/index.php?cmd=mundo-corporativo&id=8306

    Santa Catarina está liderando uma mobilização nacional contra a forma de implantação das Normas Internacionais de Contabilidade, previstas para entrarem totalmente em vigor no país até 2012.
    Os contabilistas não são contrários à adoção das novas regras, mas, sim, discordam dos critérios definidos e da forma como o processo está sendo conduzido.
    Em pedido protocolado junto ao Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Augusto Marquart Neto, que está concorrendo pela oposição à presidência do Conselho Regional (CRCSC), sugere o seguinte cronograma de implantação:
    Empresas com ações na bolsa de valores - a partir de 2011;
    Empresas operadoras no mercado internacional - a partir de 2012;
    Empresas com capital internacional - a partir de 2014;   
    Empresas optantes do lucro real - a partir de 2016;
    Demais empresas, incluindo micro e pequenas - tratamento diferenciado, de forma optativa e de acordo com suas necessidades.
    "Os custos de implantação e a burocracia serão um novo entrave para a sobrevivência dos micro e pequenos empresários", argumenta Marquart. "Além disso, o CRCSC está fazendo terrorismo com os contabilistas, ameaçando com fiscalização e punição aqueles que não seguirem as normas".
    Marquart lembra ainda que menos de 20% dos países do mundo estão adotando as regras e que potências econômicas como a França e a Alemanha já as rejeitaram completamente.

O Brasil está caro
- http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/010175042093102

    Nada, além da ineficiência e da gastança do setor público, explica melhor o fato de o custo de vida aqui superar o de nações desenvolvidas
    Que misterioso mecanismo permite a uma pessoa que vive nos Estados Unidos -onde a renda per capita, de US$ 48 mil anuais, é quatro vezes a do Brasil- pagar 40% menos que um brasileiro numa cesta de 30 produtos?
    O dólar baixo e o real alto explicam tamanha diferença? Afinal, quanto mais valorizada a moeda nacional, mais caro o bem comprado aqui em relação à mesma mercadoria adquirida fora -por essa razão, quando o real fica mais forte, as importações são estimuladas.
    A resposta, contudo, é negativa. Estudo do Movimento Brasil Eficiente (MBE), associação civil voltada a impulsionar a agenda da produtividade na nossa economia, mostrou que mesmo com o dólar mais valorizado, cotado a R$ 1,85, o brasileiro despende 30% a mais, em média, para adquirir o mesmo conjunto de mercadorias na comparação com sete outras nações.
    O Brasil, argumenta-se, tem uma estrutura de bem-estar social -saúde, educação e previdência universais- de porte inusual para uma nação de renda média, o que encarece o custo de vida aqui. Essa é uma explicação parcial, pois de fato o custeio desses benefícios incide sobre os preços de produtos e serviços, na forma de impostos transferidos aos governos.
    Isso pode explicar um pouco da diferença com a China, por exemplo. Mas por que razão o Brasil é mais caro que França e Reino Unido, onde a rede de assistência social, além de universal, oferece serviços públicos em qualidade e volume muito superiores? A resposta recai sobre a ineficiência da nossa economia -localizada sobretudo no setor público.
    União, Estados e municípios tomam da sociedade, via impostos e empréstimos, cerca de R$ 40 de cada R$ 100 produzidos ao longo de um ano. Além de haver escassa preocupação com a busca do rendimento máximo na aplicação desses recursos, o poder público investe pouco em itens como estradas, portos, ferrovias e aeroportos.
    Em resumo, a taxação e os juros altos -decorrência direta da gastança estatal- encarecem produtos e serviços no país; e a infraestrutura precária e insuficiente reforça esse fenômeno. Um exemplo bem didático virá no momento em que se explicitarem as tarifas de embarque dos aeroportos a serem privatizados pela gestão Dilma Rousseff. Décadas de baixo investimento e ineficiência da Infraero vão onerar, mais uma vez, o orçamento de famílias e empresas.
    O MBE propõe que a fatia dos impostos baixe, no decurso de dez anos, para R$ 30 de cada R$ 100 produzidos. Seria um esforço considerável, embora não signifique cortes de despesas públicas -elas continuariam crescendo, mas em velocidade bem mais modesta que as portentosas taxas de hoje.
    Se o Brasil não quiser se tornar um país barato, no sentido pejorativo e definitivo do termo, terá de encarar uma agenda desse tipo. Que ao menos comece logo.


 
Democracia normal e patológica – II - http://brasilacimadetudo.lpchat.com/index.php?option=com_content&task=view&id=11371&Itemid=1 - Olavo de Carvalho

    Não é preciso dizer que situações especiais podem induzir quaisquer das duas facções maiores a inverter sua política habitual, em vista das conveniências e oportunidades. O governo petista, adotando controles monetários ortodoxos para escapar a uma crise econômica; a administração Bush, criando um sistema de vigilância interna quase socialista depois do 11 de setembro, são exemplos notórios.
     Fatos como esses bastam para demonstrar que a democracia saudável é a administração bem-sucedida de um conflito insolúvel, destinado a perpetuar-se entre crises e não a produzir a vitória definitiva de uma das facções. Desde o início, a democracia tem encontrado no equilíbrio instável a regra máxima do seu bom funcionamento.
     Basta compreender essas noções para perceber que a democracia brasileira é um doente em estado quase terminal. O jogo normal de esquerda e direita, que permite a continuidade do processo democrático e mantém os extremismos sob rédea curta, foi substituído por um sistema de controle monopolístico não só do poder estatal como da cultura e da mentalidade pública; controle tão eficiente que já não é percebido como tal, de modo que, quanto mais patológica é a situação, mais confortavelmente todos se acomodam a ela, acreditando piamente viver na mais pura normalidade democrática.
    A facção que domina o governo controla também o sistema de ensino, as universidades e instituições de cultura, o meio editorial e artístico e a quase totalidade dos órgãos de mídia. A mais mínima falha nesse controle, o mais leve sinal de descontentamento, mesmo parcial e apolítico, desperta ou alarma as hostes governistas, que  se apressam a mobilizar seus militantes para o combate a "ameaças golpistas"  inexistentes. A facção dominante compõe-se da aliança indissolúvel entre a esquerda e a extrema-esquerda, sendo esta última, então, legitimada como parte da esquerda normal, digna do respeito e da consideração dos eleitores.
     Tão perfeito é o controle hegemônico que essa aliança exerce sobre a sociedade, que nem a esquerda nem a extrema-esquerda têm de se apresentar francamente como tais: os eleitores tornaram-se como peixes que, jamais tendo estado fora da água, ignoram a existência de algo que não seja água e portanto não distinguem entre a água e o universo em geral. Nessas condições, está realizado o ideal de Antônio Gramsci, em que o Partido revolucionário desfruta "da autoridade onipresente invisível de um imperativo categórico, de um mandamento divino".
    Tão paradoxal é a situação, que os únicos que insistem em exibir sua identidade de esquerdistas, com orgulho disso, são justamente os membros da "oposição", colhidos entre facções da esquerda moderada ou entre oportunistas sem ideologia nenhuma. Uns e outros têm com o governo divergências pontuais e, é claro, disputa de cargos. Nada mais.
     Nesse panorama, a ostensiva colaboração política do partido governante com organizações terroristas, por sua vez associadas a gangues de criminosos locais, é incapaz de provocar escândalo, pelo simples fato de que não se conseguiu provar nenhuma ajuda financeira vinda dos bandidos aos políticos de esquerda. Isto é, só se concebe uma aliança criminosa sob a forma do financiamento ilegal, da "corrupção" no sentido mais genérico e apolítico do termo.
     A articulação de partidos legais com organizações criminosas para fins de vantagem política mútua não é, em si, considerada um crime ou motivo de alarma. O "direito" à conquista do poder absoluto por quaisquer meios possíveis e imagináveis é aceito como procedimento democrático normal, desde que não envolva "corrupção".
     Nesse quadro, a direita, como tal, não existe mais. Os ideais que a caracterizavam são cada vez mais criminalizados como extremismo, espalhando entre os políticos o medo de encarná-los em público, para não ser tachados de golpistas, racistas, nazistas, o diabo.
     A anormalidade da situação é percebida pela própria esquerda dominante que, na ausência de oposição direitista, tem de inventar uma, composta de ficções e de figuras de linguagem, para dar a impressão de que está lutando contra alguma coisa. Essa necessidade é tanto mais premente porque a esquerda brasileira forjou sua reputação explorando o papel de "minoria perseguida",  adquirido no tempo dos militares, e sente a necessidade de continuar a representá-lo em público quando já não há ninguém que a persiga e, ao contrário, só ela dispõe dos meios de perseguir. A "ameaça direitista" é construída, então, mediante os seguintes expedientes:
 1- Explorar a recordação dos feitos malignos do regime militar, ampliados até à demência, de tal modo que trezentos terroristas mortos assumam as proporções de um genocídio mais vasto que a matança de cem mil cubanos, dois milhões de cambojanos, quarenta milhões de cidadãos soviéticos e setenta milhões de chineses.
     O fato de que aqueles terroristas fossem, em maior ou menor medida, todos colaboradores do genocídio comunista é descontado como se fosse um nada, e os personagens são transfigurados em heróis da democracia. A menor tentativa de recolocar os fatos nas devidas proporções é rejeitada, inclusive nas universidades, como sinal ameaçador de golpismo iminente. Se isso não é uma psicose, toda a ciência da psicopatologia está errada.
2- Como não é possível, ao mesmo tempo, manter a população sob o temor de um golpe iminente e continuar exibindo como única prova desse risco acontecimentos de meio século atrás, o establishment de esquerda e extrema-esquerda têm de produzir constantemente novos indícios da existência e periculosidade de uma direita que ele eliminou por completo. Um dos recursos para esse fim é dar ares de feroz oposição ideológica direitista a qualquer hostilidade pontual e mínima que surja nas hostes da esquerda moderada, que constitui a quase totalidade da oposição presente.
    Quando um social-democrata tucano aponta um sinal de ineficiência administrativa ou de corrupção no governo, logo aparece algum Paulo Henrique Amorim bem pago para denunciar o golpe de direita que, é claro, se prepara a olhos vistos. A única reação dos acusados, em geral, é exibir sua certidão de bons serviços à esquerda, para eliminar suspeitas.
 3- O mais extremo dos expedientes é apontar indivíduos isolados ou grupos minoritários de dimensões irrisórias como se fossem forças ameaçadoras que se levantam no horizonte, ameaçando esmagar a esquerda nas eleições ou fuzilar todos os comunistas. Organizações ridiculamente pequenas, de trinta ou quarenta membros, sem financiamento ou suporte político, são tratadas como militâncias multitudinárias, capazes de assombrar as noites dos governantes acuados.
    Vozes solitárias, amputadas de qualquer possibilidade de ação política pela falta de recursos e pelas divergências insanáveis que as isolam umas das outras, são tratadas como se constituíssem um bloco único e temível, a "direita" ressurgente, pronta, como em 1964, para dar um golpe e anular todas as "conquistas populares". Não é preciso dizer que, nessas circunstâncias, grupos ultraminoritários de extrema-direita, como a Resistência Nacionalista, inflados pela propaganda negativa que recebem da esquerda, passam a se sentir mais importantes do que são e vislumbram, excitados, as mais belas oportunidades de futuro, sem perceber que elas, tanto quanto eles próprios, só têm a existência fantasmal das sombras de um delírio.
     Como a existência de uma direita é requisito estrutural da normalidade democrática, sua supressão faz com que as formas patológicas de direitismo se sintam chamadas à missão sagrada de recolocar as coisas em seus lugares, como se sua própria existência não fosse baseada na desordem. Também não é de espantar que o medo autoalimentado que viceja na alma da esquerda a leve a não contentar-se com o combate verbal mas a tomar medidas práticas para defender-se de adversários microscópicos, tomando coelhos por leões e julgando que privar um Júlio Severo dos meios de sustentar sua mulher e filhos é  feito heroico, vitória espetacular contra a ameaça reacionária rediviva.
     Também não é de estranhar que os descalabros nessa luta contra fantasmas acabem produzindo no povo alguma hostilidade real contra o governo, extravasando em movimentos repentinos e sem conteúdo político-ideológico substantivo, como a Marcha para Jesus ou a Marcha Contra a Corrupção, e fazendo a esquerda crer ter encontrado – por fim! – a prova da realidade de seus piores pesadelos, sem notar que ela própria os produziu por excesso de precaução louca.
    A coexistência pacífica das instituições democráticas formais com a total supressão da concorrência ideológica que define as democracias saudáveis, eis precisamente o que caracteriza a situação brasileira atual. É um quadro nitidamente psicótico, onde tudo é mentira, fingimento e pose. A farsa existencial com que a esquerda governante inventa inimigos para camuflar seu controle hegemônico tornou-se a norma e padrão para o país inteiro, invadindo as consciências e expelindo cada pensamento para longe da realidade. Quem quer que, num momento de sanidade, ouse enxergar as coisas como são, sente-se aterrorizado, ansioso para mergulhar de novo no oceano turvo de alucinações que assumiu o nome de "normalidade".

Curiosidades/Relaxe

Falta de ferro no organismo pode causar distúrbios de comportamento e coordenação motora

Cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos descobriram que distúrbios de comportamento e a falta de coordenação motora podem ser provocados pela deficiência de ferro no organismo. Pesquisam agora variedades de trigo mais ricas em ferro, para corrigir o problema com o pão de cada dia.

Por que sentimos cócegas?
             Sentir cócegas é uma reação de pânico que o homem adquiriu para defender-se, respondendo rapidamente ao perigo. Por isso, gera sempre uma risada nervosa e desconfortável. Quando uma aranha tentava escalar as pernas de um de nossos antepassados, eram as cócegas que o faziam perceber e expulsar o bicho sem precisar entender exatamente o que acontecia. De certa forma, podemos dizer então que as aranhas, escorpiões e insetos em geral são os responsáveis pelos ataques de histeria que alguns de nós sentem hoje ao ser cutucados pelos outros.
Padre, ontem eu dormi com meu namorado. * Mas isso é pecado, e pecado mortal, minha filha. Reze cinco Pai Nosso de penitência. A jovem fica mais algum tempo ajoelhada, pensa um pouco e depois pergunta ao padre: * Padre, e se eu rezar dez Padres Nossos? Será que posso dormir com ele hoje de novo?

Mocinha: Padre, o João é um Filho da Pu*a!! Padre: Não fale assim, minha filha. Todos nós somos irmãos. Mocinha: Mas o senhor não sabe o que ele fez... Padre: E o que ele fez? Mocinha: Ele me deu beijo. Padre: Olhe, eu também te dou um beijo e não sou Filho da Pu*a. Mocinha: Ele tirou minha blusa !!! Padre: Eu também estou tirando sua blusa e não sou Filho da Pu*a. Mocinha: Ele tirou meu soutien !!! Padre: Eu também estou tirando seu soutien e não sou Filho da pu*a. Mocinha: Ele tirou minha calcinha!!!! Padre: Eu também estou tirando sua calcinha e não sou Filho da Pu*a. Mocinha: Ele me comeu!!!!! Padre: Eu também estou te comendo e não sou Filho da Pu*a. Mocinha: Mas depois...Mas depois... Padre: Diga, diga, diga... Mocinha: Ele me disse que tinha AIDS... Padre: Filho da pu*a!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Pequenas empresas são mais penalizadas com impostos -> O pequeno poder torna as pessoas mais cruéis e grosseiras -> Fazer backup é sempre a opção mais segura -> Democracia normal e patológica – I


HÁ CINCO ANOS
Não se usa remendo velho em roupa nova
Na boca do mentiroso, o certo se faz duvidoso

Pequenas empresas são mais penalizadas com impostos - http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=216406

    As pequenas empresas são as que mais sofrem com a burocracia tributária no Brasil. Os custos para pagar impostos e contribuições têm peso maior comparado às grandes corporações: representam 3,13% do faturamento. As empresas médias desembolsam 1,64% da receita para preparar o pagamento dos tributos e cumprir a legislação. Nas companhias de grande porte, o gasto é de 0,83% do faturamento.
    “Uma empresa menor não consegue mais manter equipes internas para contabilidade e encargos trabalhistas”, destaca o diretor-presidente da Escovas Fidalga, Manoel Canosa Miguez. Ele conta que a empresa, que tem quase 60 anos de existência, transferiu para um escritório de contabilidade todas as atividades fiscais e de recursos humanos. “Fica mais barato do que manter uma equipe interna.”
    De acordo com o estudo Carga Extra na Indústria Brasileira, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), só o custo de terceirização dos serviços representa custo anual de R$ 1,17 bilhão para as pequenas empresas, ou 0,75% do faturamento. Nas companhias de médio porte, o gasto é menor: R$ 620 milhões (0,25% das receitas).
    Para empresários e especialistas, a reforma tributária tão almejada pela sociedade não pode se limitar a reduzir alíquotas de impostos, contribuições e encargos.

O pequeno poder torna as pessoas mais cruéis e grosseiras - http://4mail.com.br/Artigo/ViewFenacon/009936041125084

    Na semana passada, estive no escritório de uma conhecida companhia para entrevistar seu presidente-executivo. Na recepção, um segurança me deu um crachá mas não me deixou passar pela catraca, alegando que eu havia prendido o crachá em minha bolsa, e não em meu casaco.
    Quando fiz o que pedia, ele me deixou entrar, mas não sem antes me alertar, irritado, de que eu não poderia sair se o crachá não fosse devolvido intacto. Do outro lado da barreira, o CEO esperava, cheio de charme e cortesia.
    O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente, conforme escreveu Lord Acton de maneira memorável. Mas acho que ele não estava completamente certo. Na minha opinião, o poder pode corromper, mas o poder absoluto corrompe bem menos que o poder parcial - conforme demonstra o caso envolvendo o segurança e o presidente-executivo.
    Essa tese é sustentada por um novo estudo que mostra que as pessoas que têm um pouco de poder, mas não possuem status, podem se comportar de maneira grosseira e ter prazer humilhando os outros.
    O estudo, que será publicado no "Journal of Experimental Social Psychology", descreve uma experiência em que estudantes foram orientados a dar ordens a outros. Aqueles designados para funções mais modestas tenderam a se deliciar ao forçar pessoas a fazerem coisas humilhantes - como fazê-las latir como um cachorro -, enquanto aqueles que receberam um status mais elevado trataram as pessoas com mais respeito.
    Ler essa experiência me levou direto para uma cena de tortura e crueldade ocorrida seis semanas atrás no aeroporto de Heathrow. Eu havia chegado absurdamente cedo para embarcar meu filho em um voo para os Estados Unidos. Mas, após uma espera interminável no balcão da Delta, descobri que havia esquecido de conseguir um visto eletrônico para ele.
    Então, teve início uma peregrinação pelo aeroporto na busca por um computador para digitar as informações e, finalmente, conseguir o visto. Depois, corremos de volta para o check-in, onde um homem com um walkie-talkie olhava para seu relógio. Ainda faltavam 58 minutos para o avião decolar, mas ele gesticulou com a cabeça: tarde demais. Meu filho começou a chorar. Eu implorei, humilhei-me e teria facilmente latido como um cachorro.
    "Sinto muito, madame", disse ele com a voz menos pesarosa que já ouvi. Em seus olhos havia um brilho sádico. Ao relatar isso, não estou dizendo que todas as pessoas com funções mais modestas gostam de tiranizar uma mãe incompetente e histérica; alguns deles são muito gentis.
    No entanto, há uma síndrome assolando as pessoas com cargos mais baixos que tende a ser subestimada na teoria administrativa. Frequentemente observamos que as pessoas no topo da hierarquia são tiranas, mas nos esquecemos de que as pessoas que estão mais abaixo na pirâmide podem ser ainda mais. O que não se trata realmente de uma surpresa: se eu fosse segurança ou trabalhasse no inferno de Heathrow, também seria muito malvada.
    Os pesquisadores afirmam que a melhor maneira de desencorajar a tirania nos escalões mais baixos é ter certeza de que os cargos não serão um beco sem saída e que será possível progredir na empresa. Não concordo. As pessoas mais grossas com quem trabalhei eram administradores menos graduados, empenhados em subir na hierarquia.
    Lembro-me de um determinado homem com quem trabalhei brevemente quando tinha meus 20 e poucos anos. Ele estava apenas um degrau acima de mim, mas, mesmo assim, costumava se deliciar lendo em voz alta os erros dos meus textos para que toda a redação ouvisse.
    Hoje ele tem, de fato, um belo cargo e é bem menos desagradável. Encontrei-o em uma festa outro dia e ele até chegou a fazer uma piada consigo mesmo. É verdade que nem todo mundo fica mais civilizado quando sobe na hierarquia. Gordon Brown não ficou mais polido por causa da experiência no poder. Assim como Joseph Stalin.
    Mas, para a maioria das pessoas, o sucesso parece significar que elas ficaram mais visivelmente agradáveis. Elas são mais confiantes e não dão tantas cotoveladas. Seus cargos são mais interessantes e todos os bajulam. Como se isso tudo não fosse suficiente, sempre há o consolo da remuneração estratosférica.
    O poder absoluto não torna boas as pessoas ruins, mas há menos necessidade de ser desagradável apenas por diversão. A corrupção funciona de uma maneira diferente no topo: as pessoas realmente poderosas desaparecem em uma névoa de vaidade de tal forma que as outras pessoas não são importantes o suficiente para serem torturadas ou merecer consideração.
    Se alguém duvida disso, posso citar outra pesquisa que será publicada em breve pela Organisational Behaviour and Human Decision Processes. Ela prova que os poderosos não prestam atenção nas outras pessoas. A única surpresa aqui é que foram precisos quatro acadêmicos da Universidade de Nova York e dois anos e meio para se chegar a uma conclusão que todo mundo já conhecia.

Fazer backup é sempre a opção mais segura - http://www.gazetadopovo.com.br/tecnologia/conteudo.phtml?tl=1&id=1175783&tit=Fazer-backup-e-sempre-a-opcao-mais-segura

    Profissionais que atuam na recuperação de dados contam como é o dia a dia de quem atende clientes que “perderam a memória”
    Perder todos os arquivos e fotos do computador é parecido com tudo de ruim que acontece na vi­­da: você acha que nunca vai acontecer com você. Quando o usuário finalmente se dá conta de que ligar e desligar o computador uma dezena de vezes, xingar a mãe da máquina e chutar o gabinete não estão surtindo efeito, a última esperança é o profissional especializado em recuperação de dados.
    A reportagem conversou com alguns desses especialistas para saber como é o dia a dia deles e dar dicas para quem não costuma man­­ter um backup dos dados.
Veja como fazer o backup dos seus arquivos numa máquina que roda o Windows 7:
    1 - Ao instalar o drive em que você vai fazer o backup – como um HD externo –, o Windows vai automaticamente reconhecer o aparelho e perguntar se você pretende usá-lo como backup. Nesse caso, basta seguir as instruções.
    2 - Caso o Windows não reconheça o drive, digite “backup” na caixa de busca e depois selecione a opção Backup e Restauração.
    3 - Na próxima tela, selecione a opção “Configurar Backup”. Escolha o drive externo para onde os dados serão transferidos. O Windows permite armazenar os arquivos em diferentes dispositivos, como CDs, DVDs e pendrives, além do HD externo.
    4 - O Windows vai oferecer uma opção padrão para fazer o backup. É o modo mais fácil para realizar o processo. Basta clicar em “avançar”.
    5 - Finalmente, na última tela antes do início do processo, clique em Salvar configurações e executar backup. O Windows vai fazer o backup. Não desligue o computador enquanto ele salva o seu disco. Depois disso, o Windows passa a automaticamente a fazer o backup, sem necessidade de passar por essa configuração novamente.
Veja como fazer o backup dos seus arquivos numa máquina da Apple:
    1 - Assim como no Windows, ao instalar o drive em que você vai fazer o backup, o sistema operacional da Apple vai automaticamente reconhecer o aparelho e perguntar se você pretende usá-lo como backup. Nesse caso, basta seguir as instruções.
    2 - Escolha a opção “Use o disco para backup”. Caso não visualize esse comando, basta ir nas preferências do sistema e clicar em Time Machine.
    3 - Nas configurações do Time Machine, procure por “Selecione disco de backup” e escolha o drive para qual você vai transferir seus dados.
    4 - O OS X vai iniciar o processo de backup. Não desligue o computador enquanto seus arquivos são copiados.
    5 - Da mesma forma do Windows, essa configuração precisa ser feita uma única vez. Depois, o Time Machine fará o backup automaticamente enquanto você estiver com o computador ligado.
    Romildo Ruivo da Silva, diretor da CBL Tech no Brasil, um laboratório canadense especializado em recuperação de dados e com sede em Curitiba, conta que não raro os clientes chegam ao balcão da unidade aos prantos. “Imagine que a pessoa perdeu todo o registro da infância do filho, ou todas as fotos do casamento. São situações em que eles não conseguem aceitar um não como resposta. Tentamos acalmá-lo e dizer que vamos fazer o máximo para recuperar os arquivos, mas infelizmente nem sempre é possível”, diz.
    Hoje, os serviços para pessoa física custam pelo menos R$ 500, e o valor pode subir bastante de­­pendendo da complexidade do problema. A CBL, por exemplo, já chegou a cobrar R$ 96 mil para recuperar dados para uma empresa. No caso, eles precisaram criar um novo programa para ler as fi­­tas LTO, equipamento com grande capacidade de armazenamento e usado mais frequentemente no mundo corporativo.
    Peter Struiving, diretor técnico da Ray Informática, empresa que há 13 anos atua nesse mercado em Curitiba, diz que a taxa de recuperação diminuiu nos últimos anos, especialmente por causa do uso de HDs externos. “O HD portátil é mui­­to mais vulnerável, porque ele pode cair enquanto está funcionando. Nesse caso, quando a agulha danifica o disco e impede a leitura, é praticamente impossível resgatar os dados”, conta. Strui­bing também diz que não é raro que os clientes sejam vítimas de seus próprios acessos de fúria. “Como o HD externo está ali à mão, o cliente acaba jogando o aparelho no chão, e só depois se dá conta de que precisa recuperar aquelas informações.”
    Além de trabalhar com HDs, os laboratórios também atuam com todo o tipo de dado que pode ser arquivado, como máquinas fotográficas e pendrives. “Em tese qualquer coisa que tem uma memória pode ser recuperado”, diz Struiving.
    Romildo Ruivo alerta que a falta de um backup pode significar o fim de uma pequena empresa. “Já tivemos caso de um fotógrafo que chegou aqui e tinha perdido as fotos de dez festas de casamento nas quais ele trabalhou. Para uma empresa daquele porte, seria a falência, mas conseguimos recuperar os dados.” Rui­­vo dá a dica. “Sempre que for contratar um profissional para fazer fotos, pergunte como ele armazena os dados.”
    Ele também alerta para que, em caso de algum evento com o disco, não tentar ligar o aparelho. “Nós recebemos vários equipamentos de Santa Catarina nas últimas semanas, que foram danificados pela chuva que atingiu o estado. Em muitos casos a gente conseguiu recuperar os dados, mas os mais difíceis foram aqueles em que o usuário tentou ligar o computador mesmo ele estando molhado.”

Democracia normal e patológica – I - http://www.dcomercio.com.br/index.php/opiniao/sub-menu-opiniao/74641-democracia-normal-e-patologica-i - Olavo de Carvalho
 
    A patologia depende da fisiologia. Não é possível saber se um órgão está doente quando não se tem ideia de como ele deveria funcionar normalmente. O mesmo princípio vigora na análise política. Não se pode falar de uma doença política da democracia quando não se tem uma ideia clara do que é uma democracia normal.
    Felizmente para o estudioso, as democracias normais não somente existem, mas são mesmo as nações mais visíveis e influentes do mundo. Malgrado as forças patológicas que permanentemente as assaltam desde dentro e desde fora, e malgrado a inabilidade com que por vezes se defendem, essas democracias ainda exibem uma vitalidade invejável.
    A Inglaterra e os EUA são as mais antigas. Alguns países escandinavos consolidaram-se como democracias normais desde a segunda metade do século 19. A Alemanha, a Itália e a França, após várias tentativas falhadas, só conseguiram se estabilizar nessa condição após o término da II Guerra Mundial. A democracia israelense nasceu junto com o próprio Estado de Israel, em 1947.
    As democracias normais mais novas são a Espanha, Portugal e alguns países do Leste Europeu libertados do jugo comunista no começo dos anos 90. Material para estudo e comparação, portanto, não falta. Só um cretino ou alguém interessado em confundir propositadamente as coisas pode ignorar o que é normalidade democrática, ou chamar por esse nome algo que não é nem democracia nem muito menos normal.
    Que é, no período histórico nascido desde a Revolução Americana, uma democracia política normal no Ocidente? Se o conceito genérico de "democracia" pode ser definido por traços meramente jurídico-formais, como a existência de uma ordem constitucional, partidos políticos, liberdade de imprensa etc., a mera presença desses traços é comum às democracias saudáveis e as doentes. A normalidade do sistema democrático tem de ser aferida por diferenças substantivas que o mero formalismo não apreende.
    Normalidade democrática é a concorrência efetiva, livre, aberta, legal e ordenada de duas ideologias que pretendem representar os melhores interesses da população: de um lado, a "esquerda", que favorece o controle estatal da economia e a interferência ativa do governo em todos os setores da vida social, colocando o ideal igualitário acima de outras considerações de ordem moral, cultural, patriótica ou religiosa. De outro, a "direita", que favorece a liberdade de mercado, defende os direitos individuais e os poderes sociais intermediários contra a intervenção do Estado e coloca o patriotismo e os valores religiosos e culturais tradicionais acima de quaisquer projetos de reforma da sociedade.
    Representadas por dois ou mais partidos e amparadas nos seus respectivos mentores intelectuais e órgãos de mídia, essas forças se alternam no governo conforme o resultado de eleições livres e periódicas, de modo que os sucessos e fracassos de cada uma, na sua passagem pelo poder, sejam mutuamente compensados e tudo concorra, enfim, para o benefício da população.
    Entre a esquerda e a direita estende-se uma zona indecisa de mesclagens e transigências, que podem assumir a forma de partidos menores independentes ou consolidar-se como política permanente de concessões mútuas entre as duas facções maiores. É o "centro", que se define precisamente por não ser nada além da própria forma geral do sistema indevidamente transmutada, às vezes em arremedo de facção política, como se numa partida de futebol o manual de instruções pretendesse ser um terceiro time em campo.
    Nas beiradas do quadro legítimo, florescendo em zonas fronteiriças entre a política e o crime, há os "extremismos" de parte a parte: a extrema esquerda prega a submissão integral da sociedade a uma ideologia revolucionária personificada num Partido-Estado, a extinção completa dos valores morais e religiosos tradicionais, o igualitarismo forçado por meio da intervenção fiscal, judiciária e policial.
    A extrema direita propõe a criminalização de toda a esquerda, a imposição da uniformidade moral e religiosa sob a bandeira de valores tradicionais, a transmutação de toda a sociedade numa militância patriótica obediente e disciplinada. Não é o apelo à violência que define, ostensivamente e em primeira instância, os dois extremismos: tanto um quanto o outro admitem alternar os meios violentos e pacíficos de luta conforme as exigências do momento, submetendo a frias considerações de mera oportunidade, com notável amoralismo e não sem uma ponta de orgulho maquiavélico, a escolha entre o morticínio e a sedução.
    Isso permite que forjem alianças, alternadamente ou ao mesmo tempo, com gangues de delinquentes e com os partidos legítimos, às vezes desfrutando de uma espécie de direito ao crime. Não é uma coincidência que, quando sobem ao poder ou se apropriam de uma parte dele, os dois favoreçam uma economia de intervenção estatista. Isso não se deve ao slogan de que "os extremos se tocam”" mas à simples razão de que nenhuma política de transformação forçada da sociedade se pode realizar sem o controle estatal da atividade econômica, pouco importando que seja imposto em nome do igualitarismo ou do nacionalismo, do futurismo utópico ou do tradicionalismo mais obstinado.
    Por essa razão, ambos os extremismos são sempre inimigos da direita, mas, da esquerda, só de vez em quando. A extrema esquerda se distingue da esquerda por uma questão de grau (ou de pressa relativa), pois ambas visam em última instância ao mesmo objetivo. Já a extrema direita e a direita, mesmo quando os discursos convergem no tópico dos valores morais ou do anti-esquerdismo programático, acabam se revelando incompatíveis em essência: é impossível praticar ao mesmo tempo a liberdade de mercado e o controle estatal da economia, a preservação dos direitos individuais e a militarização da sociedade.
    Isso é uma vantagem permanente a favor da esquerda: alianças transnacionais da esquerda com a extrema esquerda sempre existiram, como a Internacional Comunista, o Front Popular da França e, hoje, o Foro de São Paulo. Uma "internacional de direita" é uma impossibilidade pura e simples. Essa desvantagem da direita é compensada no campo econômico, em parte, pela inviabilidade intrínseca do estatismo integral, que obriga a esquerda a fazer periódicas concessões ao capitalismo.
    Embora essas noções sejam óbvias e facilmente comprováveis pela observação do que se passa no mundo, você não pode adquiri-las em nenhuma universidade brasileira nem na leitura dos comentários políticos usuais, pois praticamente todo mundo que abre a boca para falar de política nesse país, com exceções tão minguadas quanto inaudíveis, é parte interessada e beneficiária da confusão geral, a começar pelos professores universitários e comentaristas de mídia.
    No próximo artigo, aplicarei os conceitos aqui resumidos à análise da democracia brasileira.

Curiosidades/Relaxe

Tuberculose matou cerca de 7 pessoas por minuto na última década
A tuberculose, depois de praticamente controlada na década dos 40, volta a preocupar os médicos. A doença matou nos últimos 10 anos, cerca de 40 milhões de pessoas no mundo, ou seja, média de 7 pessoas por minuto.

Digestão torna-se mais difícil a partir dos 50 anos de idade
A partir dos 50 anos de idade, a alimentação do ser humano deve ser mais leve porque o estômago diminui a produção de suco gástrico e a digestão torna-se mais difícil. Daí a sensação de peso que os idosos sentem em seu estômago e também a freqüência com que sofrem de indigestões.

LONGEVIDADE
No consultório o paciente pergunta :
- Doutor o senhor acha que eu tenho chances de viver até os cem anos?
- Vc fuma ? pergunta o médico.
- Nunca fumei.
- Bebe?
- Detesto bebidas...
- E a sua alimentação, Como é?
- Bom eu sempre evitei gorduras e não como carne.
- O senhor joga, dirige carro em alta velocidade, sai com Mulheres em noitadas Regadas a Sexo Drogas e Tudo mais ?
- Não Doutor, não costumo fazer nada disso.
O medico fica pensativo analisando o caso e alguns momentos depois:
- Diz pra mim... O senhor quer viver até os cem anos pra quê?

Toda tarde, quando saía do trabalho e ia para o ponto de ônibus, Nélio via um desconhecido passar de carro e gritar:
- Aê, corno manso!
Depois de uma semana escutando tais desaforos, ele ficou desconfiado e foi pedir explicações à mulher:
- Não se preocupe, meu bem - tranqüilizou ela - Deve ser algum desocupado que faz isso em todo ponto de ônibus!
No dia seguinte, Nélio vai para o ponto e espera por seu ônibus normalmente, até que o mesmo sujeito passa gritando:
- Aê, corno manso! Além de corno é fofoqueiro!